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TV
Carlos Tramontina rompe o silêncio e revela sentimento após deixar a Globo: “Minha hora estava chegando”
Ex-apresentador global falou sobre coisas que o levaram a sair da emissora
RD1
18/05/2022 | 18:55

Após quase 44 anos na Globo, Carlos Tramontina anunciou a saída da empresa de comunicação e se tornou um dos principais nomes do jornalismo da emissora em São Paulo. Sincero, ele disse que sentiu algo totalmente diferente desde a sua saída do canal.

“É uma sensação completamente diferente de tudo que já vivi. Um novo capítulo se abre. As pessoas se chocaram com a minha saída, mas eu sentia que a minha hora estava chegando”, declarou em entrevista ao UOL.

Tramontina falou sobre sua rica história na Globo, como apresentador dos telejornais da emissora em São Paulo, como o SP1 e SP2 e os telejornais de rede Jornal Nacional, Jornal da Globo, entre outros, além do programa Antena Paulista.

Eu nunca vi o Carnaval do Rio porque estava sempre no Carnaval de SP. Sempre quis correr uma maratona na Patagônia e nunca consegui”, apontou.

“Queria correr a maratona do sol da meia-noite na Noruega e não dava certo”, disse ele, corredor nas horas vagas. “Agora tem muita coisa a se fazer para matar essas vontades”, manifestou.

Nova fase

O ex-âncora falou com propriedade sobre o fim da sua parceria com o canal. Além dele, a Globo encerrou o acordo com Chico Pinheiro, Renato Machado, entre outros.

“Eu não ficaria muito mais tempo na Globo, outros colegas também não. Acho que é natural, a empresa precisa se renovar. Os rostos vão mudar. A minha hora chegou”, afirmou.

“Jamais poderia imaginar que as pessoas tivessem tanta atenção para com o meu trabalho. Só tenho a agradecer, isso é o que eu levo de mais emocionante”, confessou.

Sem rodeios, Carlos Tramontina falou sobre a situação política do país. “Nunca vimos uma situação tão dramática quanto essa. Por gente autoritária, prepotente, que não respeita o rito democrático. Vai ser uma eleição dura, de muitos ataques”, apostou.

“Nenhum partido gosta de ser criticado pela imprensa. É radicalismo de um lado e de outro. A imprensa não dirige o país, não toma decisões, só reflete o país que temos. Toda vez que tem esse tipo de ataque ou fake news, tem interesse político e econômico por trás”, declarou.

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