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Avaliação
Cancelamento de contrato da Covaxin é ‘reconhecimento de culpa’, diz senador
Para Humberto Costa (PT-PE), negociação já tramitava há tempo demais desde a denúncia feita por irmãos Miranda, em março
CNN
30/06/2021 | 14:58

O senador titular da CPI da Pandemia, Humberto Costa (PT-PE) avaliou em entrevista à CNN nesta terça-feira 29 que o cancelamento do contrato da Covaxin é, de certa forma, um “reconhecimento de culpa”.

“O contrato tramitou por muito tempo nesse período no Ministério da Saúde”, disse. “Quase quatro meses desde que houve a denúncia feita pelo deputado Luis Miranda e seu irmão, Luis Miranda também, e só agora o governo vem fazer a avaliação que esse contrato tem irregularidades insanáveis”.

Ele lamentou, porém, a perda dos imunizantes. “Estamos em um momento em que não é possível perder qualquer dose de vacina, o governo deveria buscar um caminho para fazer essa contratação por outra via”, declarou.

Mais cedo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse à CNN que “não é mais oportuno importar as vacinas neste momento”.

O contrato para a aquisição da vacina Covaxin foi assinado pelo Brasil em fevereiro, prevendo a importação de 20 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela indiana Bharat Biotech. As doses nunca chegaram a ser enviadas ao Brasil, uma vez que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou seguidos pedidos de importação do imunizante, que não atendia aos critérios técnicos.

‘Nada muda’ para depoimento à CPI

Costa disse que o cancelamento “não muda nada” para o depoimento de Francisco Maximiano, sócio-proprietário da Precisa Medicamentos, à CPI, previsto para esta quinta-feira 1º.

“Ele precisa esclarecer tudo desde o início, não muda nada”, disse o senador. “Nós vamos atuar como se nada tivesse mudado e ouvir de Maximiano como a construção dessa relação e intermediação foi feita”.

O parlamentar também comentou a oitiva do empresário Carlos Wizard, que deve acontecer nesta quarta 30. “O depoimento de amanhã é muito importante”, falou “Ele precisa nos explicar se essa participação [no Ministério da Saúde] é fruto de algum tipo de crime, como, por exemplo, a utilização de prestígio ou poder para se enquadrar como sócio desse investimento”.

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