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Política

Cadu Xavier propõe ‘pacto’ entre Poderes: ‘Todos precisam estar na mesma realidade’

Ex-secretário da Fazenda do Governo do Estado, pré-candidato afirmou que não pretende impor soluções isoladas, mas construir consensos
Redação
16/04/2026 | 06:11

O pré-candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, afirmou que, caso vença a eleição, pretende iniciar a gestão com a construção de um pacto entre os Poderes para reequilibrar as finanças do Estado e ampliar a capacidade de investimento. “A gente precisa chamar e conversar e colocar todos na mesma realidade”, declarou, em entrevista à TV Futuro, ao tratar da relação entre Executivo, Legislativo, Judiciário e órgãos autônomos, como Ministério Público e Tribunal de Contas.

Segundo Cadu, o principal desafio do Estado é fiscal e exige diálogo institucional amplo. “Não dá para um poder viver numa realidade de recursos sobrando, enquanto o outro está com pires na mão”, afirmou, ao defender uma reorganização das despesas públicas. Ele destacou que o objetivo é alinhar os Poderes ao tamanho da economia estadual. “O Estado não pode ser maior do que o tamanho da sua economia”, disse.

Cadú Xavier (14)
Pré-candidato do PT ao governo, Cadu Xavier aborda crise fiscal do Estado - Foto: José Aldenir/Agora RN

Ex-secretário da Fazenda do Governo do Estado, o pré-candidato afirmou que não pretende impor soluções isoladas, mas construir consensos. “Eu não sou dono da verdade. Eu não vou chegar com ideia fixa. Mas vou ter firmeza de impor o caminho que a gente quer percorrer”, declarou. A proposta, segundo ele, é consolidar um ambiente de desenvolvimento com prestação de serviços públicos de qualidade.

Ao tratar da capacidade de investimento do Estado, Cadu reforçou que o pacto é condição para viabilizar obras estruturantes. Ele disse que o atual nível de investimento é limitado devido ao estrangulamento das contas públicas com despesas obrigatórias.

O pré-candidato também vinculou essa estratégia à continuidade do que chama de reconstrução do Estado. Ele destacou que participou, por sete anos e três meses, da gestão da governadora Fátima Bezerra, e defendeu avanços no período, especialmente na reorganização financeira e no pagamento dos servidores. “Foi um grande desafio reorganizar as finanças do Estado para permitir que o servidor tenha o seu salário em dia”, disse.

Nesse contexto, afirmou que o governo atual eliminou o atraso salarial e garantiu regularidade nos pagamentos. “Os fantasmas de salários atrasados foram exorcizados”, declarou, ao garantir que não há risco de atraso, mesmo diante de especulações.

Cadu destacou que, apesar das limitações fiscais, a atual gestão conseguiu executar ações como a recuperação de mais de 2 mil quilômetros de rodovias. Além disso, mencionou que a sintonia entre o Governo do Estado e o Governo Federal rendeu a inclusão da duplicação da BR-304 no PAC. Citou, ainda, obras de segurança hídrica como a barragem de Oiticica e o ramal do Apodi, além da construção do Hospital Metropolitano de Natal, com cerca de R$ 300 milhões, e a retomada do Minha Casa Minha Vida, com mais de 12 mil unidades habitacionais.

Ao abordar a segurança pública, afirmou que o Estado saiu da condição de pior do País para a quarta melhor, com a contratação de mais de 5 mil agentes. Também defendeu o uso de tecnologia, como câmeras de monitoramento, e a reestruturação do sistema prisional, incluindo a implantação efetiva do regime semiaberto.

Para Cadu, o fortalecimento do Estado passa por uma atuação ativa na economia. Ele rejeitou a ideia de Estado mínimo e afirmou defender um modelo de bem-estar social. “Quem defende o Estado mínimo é contra o SUS”, disse, ao destacar a importância da saúde pública. Também defendeu a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), afirmando que a instituição é fundamental para o desenvolvimento regional e para a inclusão de estudantes oriundos da rede pública.

No campo político, o pré-candidato afirmou que a eleição no Estado deve refletir a polarização nacional. Ele se posicionou como representante do campo alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à governadora Fátima Bezerra (PT). “Nós vamos estar em um segundo turno”, disse, ao afirmar que sua candidatura representa o “time de Lula”.