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Copa

Brasil terá três árbitros na Copa do Mundo

Fifa anuncia lista com representantes para torneio nos EUA, México e Canadá, com destaque para arbitragem brasileira
Por O Correio de Hoje
10/04/2026 | 14:32

A FIFA anunciou nesta quinta-feira 9 a lista de árbitros selecionados para a próxima Copa do Mundo, que será realizada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. O Brasil contará com nove representantes no quadro de arbitragem, sendo três árbitros centrais, cinco assistentes e um árbitro de vídeo (VAR).

Entre os brasileiros escolhidos para atuar como juízes principais estão Raphael Claus (SP), Wilton Pereira Sampaio (GO) e Ramon Abatti Abel (SC). Já os assistentes convocados são Bruno Boschillia (PR), Bruno Pires (GO), Danilo Manis (SP), Rodrigo Figueiredo (RJ) e Rafael Alves (RS). O paranaense Rodolpho Toski Marques integrará a equipe como árbitro de vídeo.

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Ramon Abatti Abel (esq.), Wilton P. Sampaio e Raphael Claus posam para foto com membros da comissão de arbitragem da CBF - Foto: CBF / Divulgação

A edição de 2026 será a maior da história dos Mundiais. Pela primeira vez com 48 seleções, a competição terá 104 partidas, programadas para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho. Para atender à demanda, a Fifa designou 52 árbitros, 88 assistentes e 30 profissionais de VAR. Nenhum outro país terá tantos representantes quanto o Brasil, fato celebrado pela CBF.

Segundo o diretor de arbitragem da entidade, Netto Góes, a presença expressiva do país na competição internacional simboliza o reconhecimento ao trabalho desenvolvido no setor. “Não é apenas um dado estatístico. É o reflexo de um trabalho sério, consistente e cada vez mais alinhado com os padrões de excelência do futebol mundial. Essa representatividade reforça a confiança da Fifa na arbitragem brasileira”, afirmou.

Apesar do destaque, a arbitragem nacional enfrentou episódios recentes de turbulência. O departamento passou por mudanças em fevereiro, quando o ex-árbitro Rodrigo Martins Cintra assumiu a função após a demissão de Wilson Luiz Seneme, ainda durante a gestão do então presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. Em maio, Samir Xaud assumiu o comando da entidade e teve de lidar com novas crises no setor.

Em outubro, após uma rodada marcada por erros no Campeonato Brasileiro, árbitros e profissionais de vídeo foram afastados. Entre eles estava Ramon Abatti Abel, que permaneceu fora das escalas até novembro para, segundo a CBF, “ser condicionado a treinamento, aprimoramento e avaliação interna, para posterior retorno às atividades”.

Desde então, a confederação tem anunciado medidas voltadas ao aperfeiçoamento da arbitragem. A principal iniciativa foi a criação do chamado “programa de profissionalização da arbitragem”. Ao todo, 72 árbitros passaram a receber salários mensais, além de bônus por desempenho. O investimento previsto para o biênio 2026/2027 é estimado em R$ 195 milhões.

Na última terça-feira 8, a CBF também oficializou a criação de uma diretoria específica para o setor. A nova estrutura é comandada por Netto Góes, que atua em conjunto com Rodrigo Martins Cintra. De acordo com a entidade, a medida “reforçou a estrutura de governança da arbitragem brasileira, seguindo padrão recomendado pela Fifa”.

Para Cintra, a reformulação representa um passo decisivo para o fortalecimento do apito nacional. “A chegada do Netto, que nos últimos seis meses esteve conosco no dia a dia da operação e conhecendo a fundo os árbitros, é muito bem-vinda, porque estamos somando forças. O que todos nós queremos após o primeiro passo, que é a profissionalização, é trazermos a arbitragem brasileira para ser uma das grandes potências na arbitragem mundial nos próximos anos”, declarou.