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Prisão Bolsonaro

Bolsonaro pode reduzir pena lendo livros como Ainda Estou Aqui, Democracia e Guerra e Paz

Programa permite abatimento de pena por leitura de obras sobre democracia, ditadura, racismo e gênero; autorização depende do STF
Redação
29/11/2025 | 09:35

O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo golpe de Estado, tem a possibilidade de reduzir sua pena por meio de um programa de leitura voltado a presos do Distrito Federal. A iniciativa também contempla outros cinco integrantes do chamado núcleo 1 da trama golpista.

Segundo a legislação, cada participante do programa pode ter a pena reduzida em quatro dias por livro lido e comprovado. Cada obra deve ser concluída em até 21 dias, seguida da entrega de um relatório sobre o conteúdo em até dez dias. O limite anual é de 11 livros por preso, o que representa até 44 dias de redução de pena por ano.

jair Bolsonaro discurso
Ex-presidente Jair Bolsonaro poderá reduzir sua pena por meio de leitura de livros voltados à reflexão sobre democracia, ditadura e direitos sociais, conforme programa da Secretaria de Educação do DF Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A lista de títulos permitidos é elaborada pela Secretaria de Educação do DF e inclui obras que tratam de democracia, ditadura, racismo e questões de gênero. Livros com qualquer tipo de violência ou discriminação são vetados. Entre os títulos autorizados estão:

  • Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley (1932)
  • Ainda Estou Aqui – Marcelo Rubens Paiva (2015)
  • Canção para ninar menino grande – Conceição Evaristo (2018)
  • Democracia – Philip Bunting (2024)
  • Guerra e Paz – Liev Tolstói (1869)
  • Na Minha Pele – Lázaro Ramos (2017)
  • Pequeno Manual Antirracista – Djamila Ribeiro (2019)
  • Presos que Menstruam – Nana Queiroz (2015)
  • 1968: O Ano que Não Terminou – Zuenir Ventura (1988)

Para ter direito à redução de pena, Bolsonaro e os demais presos precisam solicitar autorização ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que levou à condenação. Além dos títulos da lista oficial, os presos podem propor novas obras caso participem de clubes de leitura dentro das unidades prisionais.