Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reúnem na tarde deste domingo (1º) na Avenida Paulista, em São Paulo, no primeiro ato bolsonarista do ano. A mobilização ocorre após a prisão do ex-mandatário e marca a apresentação do senador Flavio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência pelo grupo político ligado ao pai.
Entre as principais pautas estão a redução das penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, a concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro, críticas ao governo do presidente Luiz Inacio Lula da Silva e pedidos de impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Batizado de “Acorda Brasil”, o ato foi convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira e pelo pastor Silas Malafaia. A manifestação também ocorre em outras capitais.
Além de Flávio, os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema confirmaram presença. O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, não participa por estar na Alemanha para o evento Intercontinental Dialogues, que conta com a presença do ministro Andre Mendonca.
Há divergências internas sobre o tom das críticas ao STF. Parte do grupo defende priorizar a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, enquanto outra ala sustenta a necessidade de pressionar pelo impeachment de ministros da Corte. Organizadores chegaram a discutir a adoção de um termo de responsabilidade para oradores, a fim de evitar ataques institucionais ou descumprimento da legislação eleitoral.
De acordo com os organizadores, o custo estimado do ato em São Paulo é de R$ 130 mil, valor que deve ser coberto por meio de vaquinha promovida por parlamentares. Um trio elétrico foi alugado para a estrutura da manifestação.
Mobilização em Natal
A capital potiguar também terá manifestação neste domingo (1º). O ato está marcado para as 14h, em frente ao Midway Mall, e é convocado por movimentos de direita em defesa do impeachment do presidente Lula e de ministros do STF.
A mobilização na cidade é liderada pelo movimento Força Democrática e integra a agenda nacional de protestos programados para o mesmo dia em diversas cidades do país.
Entre as pautas centrais estão os pedidos de impeachment de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do presidente da República. Segundo os organizadores, o movimento é motivado por denúncias envolvendo integrantes da Suprema Corte e por críticas à condução do governo federal. Os manifestantes também citam questionamentos relacionados a episódios de corrupção, como o caso envolvendo aposentados do INSS e o escândalo do Banco Master, além de defender maior responsabilização das autoridades e respeito aos limites constitucionais entre os Poderes.