Jesus, também chamado Jesus de Nazaré, nasceu, provavelmente, por volta do ano 4, num estábulo em Belém, na província romana da Judeia. Foi um líder religioso judeu do primeiro século. Ele é a figura central do cristianismo, e os ensinamentos de maior parte das denominações cristãs, além dos judeus messiânicos, consideram-no o filho de Deus. O cristianismo e o judaísmo messiânico consideram Jesus como o Messias aguardado no Antigo Testamento e referem-se a ele como Jesus Cristo, um nome também usado fora do contexto cristão.
Praticamente, todos os acadêmicos contemporâneos concordam que Jesus existiu realmente, embora não haja consenso sobre a confiabilidade histórica dos evangelhos e de quão perto o Jesus bíblico está do Jesus histórico. A maior parte dos acadêmicos concorda que Jesus foi um pregador judeu da Galileia, batizado por João, crucificado por ordem do governador romano Pôncio Pilatos.

Já foram construídos vários perfis de Jesus histórico, que, geralmente, o retratam em um ou mais dos seguintes papéis: o líder de um movimento apocalíptico, o Messias, um curandeiro carismático, um sábio e filósofo, ou um reformista igualitário. Os estudos históricos comparam os testemunhos do Novo Testamento de modo a determinar a cronologia da vida de Jesus.
Ninguém poderia imaginar que Jesus, que pagou sua sentença, um cidadão que pregava a paz e a união entre os povos, seria, no futuro, o símbolo mais venerado do mundo.
Sobre a análise da história de Jesus Cristo, mesmo sendo considerado uma autoridade divina, ele demonstrou um senso político altamente consciente e participativo no cenário em que vivia, até porque, naquela época, sua cidade enfrentava os mesmos problemas que enfrentamos hoje: deficiência de moradia, falta de segurança, falta de saneamento básico, doenças terminais, deficiência física, criminalidade, alcoolismo, prostituição, analfabetismo, dentre outros. É importante aqui frisar que, para a manutenção de políticas públicas, a nação politicamente organizada, o Estado, à época, necessitava de recursos, e o próprio Jesus reconhecia a validade do imposto cobrado.
Através das Escrituras Sagradas, observa-se que é inquestionável a contribuição de Jesus para a cidadania: proporcionou valiosos ensinamentos a seus apóstolos, a pescadores, carpinteiros, prostitutas e discípulos, e exerceu sua autoridade com humildade e humanidade, deixando um grande legado sobre como deveria comportar-se um cidadão em qualquer época. Ele atuou de forma constante na prática de atos e ações de cidadania, pregou o amor, a igualdade, a liberdade, a fraternidade, lutou contra a escravidão e o preconceito, podendo ser considerado como o maior cidadão do mundo cristão. Deixou um exemplo de comportamento não só para aquela época, mas também para a atualidade.