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Comércio
Após meses da reabertura, Mercado das Rocas continua subutilizado em Natal
Três meses após a reinauguração, a ocupação dos boxes segue baixa no estabelecimento que fica no coração da Zona Leste de Natal
Redação
07/01/2021 | 06:29

O Mercado das Rocas está pronto para receber lojistas e clientes após 12 anos de obras arrastadas. No entanto, o movimento no centro comercial ainda está fraco e o estabelecimento segue subutilizado. Após longas reformas, o local foi reaberto em outubro do ano passado com todos os ajustes concluídos pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur).

O centro comercial possui 83 boxes e, de acordo com a Semsur, 23 foram destinados a antigos proprietários. Porém, há poucos funcionando de fato. A Semsur afirma que os boxes voltarão a funcionar em breve, já que os pontos comerciais que não foram ocupados serão declarados vagos, sendo condicionados à nova licitação.

A falta de movimento é uma das maiores queixas do lojista Marcelo Gomes, que diz que o fluxo do Mercado só é maior em dias de feira (que acontece ao lado do prédio). “O movimento tá precisando melhorar, tanto o movimento dos permissionários que precisam voltar a ocupar o espaço, quanto do público. Acho que precisará de um trabalho para depois da vacina, para que as pessoas conheçam o Mercado. Vai precisar de muito trabalho do poder público para divulgar, até para o próprio bairro, mas também para os turistas que vão visitar a cidade. Precisa criar uma agenda para movimentar esse equipamento”, afirmou ao Agora RN.

As novidades da reabertura não estão somente na infraestrutura melhorada, como a questão da ventilação, que era um problema constante para as pessoas que frequentavam o Mercado, mas também nos serviços. Marcelo trouxe uma novidade para o centro comercial: o Pague Fácil, onde os clientes têm acesso a serviços como pagamento de contas, boletos, recargas etc.

O aposentado Geraldo Dias é um dos clientes de Marcelo. Para ele, o serviço tem sido muito útil, já que não há lotérica no bairro das Rocas. “Já deveria ter há muito tempo. O serviço está bom, está sendo útil, porque se for para ir para um banco que abre de 10h e pegar fila, aqui abre mais cedo e é mais rápido”, explicou.

A expectativa é que o lugar volte a ter vida quando a pandemia da Covid-19 seja controlada na cidade. “A gente começou agora com esse Pague Fácil. Já era uma expectativa muito grande que a gente tinha porque acredito que isso cria um certo movimento, para impulsionar, e aí com a normalidade do movimento pós-pandemia eu acho que vai dar um certo movimento melhor”, pontuou Marcelo.

Em outubro do ano passado, a reportagem visitou as instalações do Mercado. O empresário Antônio Carlos, na época, disse que o ambiente estava melhor. “Está diferenciado, amplo, parece um mini shopping. Acredito que vai dar certo daqui pra frente, pois o nosso maior problema foi solucionado”, sublinhou.

Ele se referiu ao problema do calor extremo: era tão forte que os comerciantes abandonaram o prédio. “Parecia uma sauna e a sensação era de 50ºC, mas o teto foi substituído e agora temos ventiladores disponíveis. A orientação repassada pelo pessoal terceirizado é manter as janelas abertas o dia todo, para que haja a circulação do ar”, contou Antônio Carlos.

Histórico

O Mercado foi fechado em 2008 para uma reforma geral, sendo entregue à população somente em 2016. As obras foram concluídas, mas cheias de falhas estruturais – a principal delas, o teto, que foi feito de um material de plástico e concentrava o calor dentro do ambiente.

O prédio não foi fechado novamente, porém, diante da alta temperatura, a permanência no local se tornou praticamente inviável e muitos comerciantes deixaram de oferecer os serviços dentro do edifício.

Começou então a fase de “reajuste térmico”, que perdurou até o início deste ano e, com a pandemia, a reinauguração prevista para março foi adiada para outubro. A cobertura atual permite que o lugar fique mais arejado.

Estrutura

O Mercado das Rocas é localizado na zona Leste de Natal e foi batizado de “Francisca Barros de Morais” em homenagem a Chiquinha, da Peixada da Comadre, que fortaleceu a culinária tradicional potiguar ao longo dos últimos anos. O prédio tem 3.715,6 mil metros quadrados de área construída e conta com dois andares, com elevador e escadas disponíveis.

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