O técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlo Ancelotti, citou a dificuldade enfrentada pela Seleção Argentina de Futebol diante de Seleção de Cabo Verde nas oitavas de final da Copa do Mundo para justificar a expectativa de um confronto equilibrado contra a Noruega neste domingo 5, às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford.
A Argentina, atual campeã mundial, precisou da prorrogação para vencer Cabo Verde por 3 a 2 e garantir vaga nas quartas de final.

“A Copa do Mundo mostra isso. São jogos equilibrados. Quem imaginava que a Argentina sofreria contra Cabo Verde? Ninguém. A Argentina sofreu porque, no futebol moderno, é preciso enfrentar rivais muito bem preparados. Não acho que isso seja um problema da Argentina. Pelo contrário, parabéns a Cabo Verde. Isso ajuda a tornar o futebol ainda mais bonito. É isso que enfrentaremos contra a Noruega”, afirmou Ancelotti em entrevista coletiva neste sábado 4.
O treinador comentou a declaração do técnico da Noruega, Ståle Solbakken, que classificou o Brasil como favorito, embora tenha ressaltado que esse favoritismo seria ainda maior há alguns anos.
Ancelotti terá pela frente dois dos principais nomes da equipe norueguesa: o atacante Erling Haaland e o meia Martin Odegaard, ambos conhecidos do treinador dos tempos de Real Madrid.
“Não preciso explicar como joga o Haaland aos nossos zagueiros. O Gabriel Magalhães o enfrentou várias vezes pelo Arsenal na Premier League, e o Marquinhos também já jogou contra ele. Estamos analisando todas as características dele, porque é um atacante muito perigoso”, disse.
Dúvida no meio-campo
Como costuma fazer antes das partidas, Ancelotti evitou confirmar a escalação da equipe. A principal indefinição está na substituição de Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão na coxa esquerda e dificilmente voltará a atuar nesta edição da Copa do Mundo.
O atacante Gabriel Martinelli aparece como favorito para assumir a vaga, mas Danilo Santos também é considerado uma alternativa.
“As características defensivas do Martinelli não são as mesmas do Danilo. O Martinelli é um jogador mais ofensivo. O Danilo também marca muitos gols. Precisamos colocar jogadores com características diferentes para manter uma boa organização quando a equipe ataca”, explicou.
O volante Bruno Guimarães afirmou que a escolha do substituto de Paquetá pode alterar diretamente sua função em campo. Líder em assistências da Copa do Mundo, com quatro passes para gol, ele admitiu que poderá desempenhar um papel mais defensivo.
“Muda dependendo de quem vai jogar. O mister treinou todas as possibilidades. Não posso comentar muito, mas muda a minha função. Se tiver um jogador mais ofensivo, vou ter um papel diferente. Se for um jogador mais defensivo, também muda. Vai depender de quem o mister optar”, afirmou.