BUSCAR
BUSCAR
Reajuste
Alta do gás natural faz RN correr por empresas que substituam a Petrobras
A presidente da Companhia Potiguar de Gás (Potigás), Larissa Gentile, disse nesta segunda-feira que a companhia, com o apoio do governo estadual, licita sem parar novas empresas que substituam a estatal na produção
Redação
06/04/2021 | 07:17

A partir de 1º de maio, Dia do Trabalho, o preço de gás natural vendido a distribuidoras, como a Potigás, passará a custar 39% em média mais caro. Medido em dólar, o aumento será de 32%, como explicou em nota a Petrobras nesta segunda-feira.

Trata-se, segundo a empresa, de um novo ajuste na política de preços decorrente da valorização das cotações do petróleo no mercado internacional, da taxa de câmbio e do índice inflacionário (IGP-M), associado à parcela de transporte embutida nos contratos. E atinge, em plena pandemia do coronavírus, toda a indústria que utiliza o insumo.
A presidente da Companhia Potiguar de Gás (Potigás), Larissa Gentile, disse nesta segunda-feira que a companhia, com o apoio do governo estadual, corre para licitar novas empresas que substituam a Petrobras na produção de gás natural.

“A partir do momento que a Potigás não tiver na Petrobras o único fornecedor, os preços serão mais competitivos”, explicou Larissa Gentile. Acrescentou que várias chamadas públicas já foram realizadas como forma de preparar terreno para o novo mercado do gás.

“Esperamos que no começo de 2022 já tenhamos um preço da molécula gás desvinculado do dólar e, portanto, bem mais barata para produtor local, levando em conta o potencial imenso do Estado nesse setor”, afirmou.
Mas disse também que, “por enquanto, infelizmente, não há o que fazer enquanto o gás vier integralmente da Petrobras”.

O repasse ao consumidor depende da legislação de cada Estado. Em alguns casos, os contratos estabelecem reajuste automático e, em outros, o acerto se dá mediante revisões tarifárias aprovadas pelas agências reguladoras locais.
Espera-se que esse reajuste no gás canalizado tenha um impacto importante sobre a taxa de inflação de maio. Este ano, a Petrobras já reajustou a gasolina em 46,2%; o diesel em 41,6% e botijão de gás para uso doméstico em 17%.
Em nota, divulgada nesta segunda-feira, a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) confirmou que a alta será repassada para o consumidor sem que exista “qualquer ganho decorrente desse aumento”.

Explica a entidade que, em média, 17% do preço do gás pago pelo consumidor chega às distribuidoras, correspondendo a investimentos em expansão de rede e remuneração pela prestação dos serviços. Outros 59% do valor equivalem ao preço da molécula acrescido da tarifa de transporte. Os restantes 24% são tributos federais e estaduais.

O aumento, que não pegou a mercado de surpresa, contradiz promessa do ministro Paulo Guedes, da Economia, ainda em 2019, de que haveria um “choque de energia barata” no Brasil com o fim do monopólio da Petrobras, levando a uma queda de 40% no valor do gás natural.

Hoje, cerca de metade do gás que sai de poços no país é reinjetada nos poços, pois falta infraestrutura para levar o insumo até o consumidor final. E a construção de gasodutos pela iniciativa privada ainda mobiliza governo estaduais, como o Rio Grande do Norte, que tem muito a ganhar com a chegada de novas empresas para o setor.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - redacao@agorarn.com.br
Comercial: (84) 98117-1718 - publica@agorarn.com.br
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.