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Política

Alcolumbre mantém quebra de sigilos de Lulinha após tumulto em votação na CPMI do INSS

Medida havia sido aprovada pela CPMI do INSS no dia 26 de fevereiro
Redação
03/03/2026 | 17:26

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recusou nesta terça-feira 3 o pedido para anular a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Lins Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida havia sido aprovada pela CPMI do INSS no dia 26 de fevereiro.

Mais cedo, Alcolumbre afirmou que consultaria a advocacia do Senado sobre o tema. No plenário, declarou: “A suposta violação das normas regimentais não se mostra evidente e inequívoca”.

Alcolumbre diz ser “ofensivo” insinuar que cargos influenciam aprovação de Messias ao STF - Foto: Waldemir Barreto
Alcolumbre mantém quebra de sigilos de Lulinha após tumulto em votação na CPMI do INSS - Foto: Waldemir Barreto/Senado

O questionamento partiu de integrantes da CPMI em razão do modelo de votação dos requerimentos que incluíam a quebra de sigilo. A deliberação ocorreu de forma simbólica, por contraste visual, sem contagem nominal de votos, com análise do panorama de votos entre parlamentares sentados e em pé.

Durante a sessão, Viana afirmou que suplentes não teriam direito a voto. Parlamentares favoráveis deveriam permanecer sentados, enquanto os contrários se levantariam. Ele fez a contagem em voz alta e declarou que houve sete votos contrários, desconsiderando suplentes.

“Tem suplente aí. Só os titulares”, reiterou. “Sete, a pauta está aprovada”, emendou Viana.

Após o anúncio do resultado, parlamentares governistas se aproximaram da mesa para protestar. Houve tumulto e registro de socos durante a confusão. Parlamentares que ameaçavam brigar foram separados.

Entre os envolvidos no empurra-empurra estão os deputados Rogério Correia (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).

A comissão também aprovou nesta quinta-feira a convocação do ex-assessor de Alcolumbre, Gustavo Gaspar, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, para prestarem depoimentos.

Em entrevista ao Estúdio I, da GloboNews, Viana afirmou que seguiu o regimento. “Eu agi regimentalmente e o governo pode reclamar. A votação seguiu estritamente o que diz o regimento do Senado e da CPMI”, declarou. “Todo o processo de votação segue o que a secretaria determina. Eu segui ipsis litteris desde o começo. O governo tentou derrubar a pauta toda, perdeu no voto e a pauta inteira foi aprovada”.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) classificou o procedimento como irregular e disse que pediria a anulação do resultado, o que foi negado por Alcolumbre.

“A imprensa tem essas imagens, a secretaria da casa tem as imagens. O resultado da votação foi 14 a 7. TV Senado mostra isso. O regimento é claro no sentido de que o contraste da votação simbólica se dá entre a maioria e minoria dos presentes”, afirmou.