A paralisação de servidores terceirizados da saúde do Rio Grande do Norte afetou serviços em hospitais estaduais nesta quinta-feira 16, em meio à cobrança pelo pagamento de salários atrasados. No Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, trabalhadores interromperam atividades como transporte de pacientes, alimentação e higienização.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN informou que uma das empresas responsáveis pelos serviços terceirizados recebeu R$ 2,5 milhões nesta quinta 16 e que outros R$ 720 mil foram encaminhados ao banco para pagamento ainda hoje. Segundo a pasta, a empresa comunicou que já está realizando o pagamento dos funcionários para o retorno pleno dos serviços.

Com relação à segunda empresa que paralisou as atividades, a Sesap afirmou que o pagamento foi encaminhado e deve ser disponibilizado à empresa na manhã de sexta-feira 17. A secretaria declarou ainda que, com os pagamentos realizados hoje e anteriormente na semana, aguarda que os serviços retornem plenamente “o mais rápido possível”.
A paralisação ocorre em razão do atraso no pagamento dos salários. O salário deveria ter sido pago no quinto dia útil do mês, mas até agora os servidores não receberam. De acordo com Domingos Ferreira, havia um acordo de prazos para repasses e pagamentos.
“O governo se comprometeu a pagar até o dia 10 para as empresas, mais tarde, dia 12, e as empresas pagarem até o dia 15. Só que esse acordo não foi nós que quebramos. É o Estado que não repassa o dinheiro para a empresa, e a empresa não tem condições, segundo ela, de honrar o compromisso com os trabalhadores pagando, no caso, até dia 15”, disse ele, em entrevista à TV Tropical.
Além dos salários, a categoria também cobra o cumprimento de benefícios previstos. “Todo ano tem a convenção coletiva, e tem o reajuste salarial, e nesse reajuste salarial deveria também o governo fazer a repactuação, porque isso aí não se trata do sindicato. Aí é a empresa que tem que correr atrás.”
Com a paralisação, o funcionamento do hospital foi impactado em diferentes setores. O relato também aponta impactos na alimentação. Além dos efeitos nos serviços hospitalares, trabalhadores relatam dificuldades financeiras decorrentes dos atrasos salariais.