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Construção

Indústria no RN acompanha estagnação nacional e mostra modesto desempenho no acumulado de 2025

Dados do Caged apontam crescimento tímido no emprego formal industrial no estado, em linha com estagnação da indústria de transformação e indicadores nacionais que mostram perda de ritmo no setor
Redação
09/02/2026 | 16:09

O desempenho da indústria potiguar no acumulado de 2025 espelha a desaceleração observada no setor manufatureiro nacional, com criação modesta de empregos formais e indicadores macroeconômicos que sinalizam ritmo fraco da atividade. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Rio Grande do Norte encerrou o ano com saldo positivo de 15.870 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 257.414 admissões e 241.544 desligamentos ao longo de 2025.

No balanço por grandes setores, a indústria no Estado apresentou saldo positivo de 5.036 vagas no acumulado do ano, ficando atrás de serviços e comércio, mas à frente da agropecuária. A construção civil foi o único setor com resultado negativo em 2025.

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Setor de construção foi o mais prejudicado na indústria - Foto: José Aldenir/Agora RN

O fraco desempenho produtivo da indústria de transformação no Brasil ficou evidente no fechamento de 2025. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o faturamento da indústria de transformação terminou o ano praticamente estagnado, com variação de apenas 0,1% em relação a 2024, após queda de 1,2% em dezembro — quarto recuo em seis meses — indicando perda de dinamismo no segundo semestre.

Esse quadro nacional de indústria que “anda de lado” refletiu-se na criação de empregos formais no setor no Rio Grande do Norte. Embora o saldo acumulado de mais de 5 mil vagas industriais seja positivo, ele representa uma participação modesta do setor na economia potiguar frente ao destaque das atividades de serviços. No contexto nacional, a indústria também teve desempenho mais fraco que em anos anteriores, apesar da geração líquida de postos de trabalho no País como um todo.

A queda de ritmo no setor fabril brasileiro tem sido associada, segundo analistas, ao patamar elevado das taxas de juros, que encarecem o crédito para empresas e consumidores, e à maior importação de bens, especialmente de consumo, que capturam uma parte do mercado doméstico.

Economistas apontam que, embora o mercado de trabalho industrial tenha mostrado resiliência ao longo de 2025 — com crescimento de empregos no setor em âmbito nacional — o desempenho agregado da produção e indicadores como utilização da capacidade instalada permanecem em níveis que refletem um cenário de desaquecimento no segundo semestre do ano.

No Rio Grande do Norte, a indústria formal segue contribuindo para a geração de emprego, ainda que em ritmo inferior ao observado em anos recentes, repetindo tendências de moderação que marcaram o setor produtivo regional e nacional em 2025.