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Cobrança

Thabatta Pimenta: ‘Esquerda precisa estar nas ruas e conversar com as pessoas’

Deputada federal eleita defende mobilização presencial acompanhada de comunicação digital na campanha de Lula
Agora RN
09/10/2026 | 06:47

A deputada federal eleita Thabatta Pimenta (PV) cobrou maior presença da esquerda nas ruas e afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a procurou para tratar da atuação nas redes sociais no segundo turno. Primeira mulher trans a ser eleita para a Câmara dos Deputados no RN, ela defendeu que a mobilização digital seja acompanhada de contato direto com os eleitores e reafirmou seu compromisso com a reeleição do presidente.

Thabatta apresentou a experiência de sua campanha como exemplo da combinação entre presença nas ruas e comunicação pela internet. Ao comentar a eleição, disse que manteve o foco no diálogo com a população. “Eu estava nas ruas com o povo, coisa que a esquerda ainda precisa fazer, que é conversar com as pessoas e também estar dentro das redes sociais”, afirmou.

Thabatta Pimenta fala ao microfone no plenário da Câmara Municipal de Natal
Deputada eleita Thabatta Pimenta — Foto: Francisco de Assis/CMN

A crítica também foi direcionada à resistência de parte da esquerda em reconhecer o alcance das plataformas digitais. “Eu vejo a importância das redes sociais, coisa que uma ala muito grande da esquerda não conseguia enxergar”, declarou. Segundo ela, a internet foi importante tanto para apresentar sua trajetória aos eleitores quanto para responder aos ataques recebidos durante a campanha.

Nesse contexto, a parlamentar informou a aproximação com a equipe responsável pela candidatura presidencial. “A gente inclusive foi contactada pela campanha do presidente Lula em relação às redes sociais”, disse.

A fala de Thabatta ocorre no momento em que a campanha de Lula busca fortalecer a presença digital para tentar reverter a desvantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. O candidato da direita terminou o primeiro turno com 2,2 milhões de votos a mais do que o petista. Os dois vão disputar o segundo turno em 25 de outubro.

Ao explicar o papel de sua presença digital, afirmou ter utilizado as plataformas para enfrentar conteúdos que classificou como falsos. “Eu consegui fazer esse trabalho na internet até de combater diversas fake news”, declarou.

A deputada eleita ressaltou, porém, que o vínculo com o eleitor não se limita à internet. “Eu acho que isso não só se dá pela internet, mas do meu interior, da minha cidade”, afirmou.

Ao analisar a disputa pelo Governo do Estado, destacou a necessidade de diálogo com os municípios e advertiu contra uma leitura baseada exclusivamente na divisão ideológica nacional. “No interior do Estado, não tem essa coisa de direita e esquerda, não”, disse.