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Segundo turno

PL decidiu ficar neutro porque Allyson não quis apoiar Flávio Bolsonaro, diz Rogério Marinho

Filiados foram liberados para escolher como atuar no segundo turno estadual; senador relatou as conversas com o candidato durante coletiva em Natal
Agora RN
09/10/2026 | 17:18

O senador e presidente do Partido Liberal (PL) no Rio Grande do Norte, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta sexta-feira 9 que a legenda decidiu ficar sem apoio formal na disputa estadual porque o candidato ao Governo Allyson Bezerra (União Brasil) não quis apoiar a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi feita em entrevista coletiva no Hotel Majestic, em Natal.

Marinho disse que Allyson procurou o PL para buscar apoio no segundo turno e que o partido havia informado ao candidato que poderia apoiá-lo. Segundo o senador, Allyson respondeu que não tinha como assumir apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Rogério Marinho durante entrevista coletiva no Hotel Majestic
Rogério Marinho durante coletiva no Hotel Majestic, nesta sexta-feira 9, quando relatou o pedido de apoio de Allyson ao PL — Foto: José Aldenir

“Por isso, o PL, aqui no Rio Grande do Norte, entendeu que deve, nesse segundo turno no Estado, liberar o partido”, declarou Marinho. Os filiados poderão apoiar Allyson por decisão individual ou deixar de participar da campanha estadual. O senador afirmou que a legenda mantém sua oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT).

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O ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), que disputou o Governo no primeiro turno, participou da coletiva e afirmou que seguirá a orientação partidária. “Vamos liberar, seguir a orientação do partido”, disse. Ele declarou que respeitará as escolhas individuais dos filiados.

Questionado sobre os possíveis efeitos eleitorais da posição de Allyson, Marinho afirmou: “Toda ação tem consequência. Pode ter um ganho do ponto de vista de que eventuais eleitores do Lula poderão fazer uma opção por ele e poderá ter uma perda de desestimular eleitores da direita que vão se sentir, de alguma forma, decepcionados com a forma como ele está se comportando.” O senador se referia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A campanha presidencial será a prioridade de Álvaro no segundo turno. “Vou fazer a campanha de Flávio Bolsonaro como se o candidato fosse eu”, afirmou o ex-prefeito.