O ex-vereador Edivan Martins poderá figurar entre os candidatos a algum cargo público nas próximas eleições. Um pedido de liminar feito pela sua defesa conseguiu suspender sua inelegibilidade, sanção fruto da Operação Impacto. O político havia impetrado o pedido junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. A decisão beneficia apenas Edivan, pois ele foi o único a realizar esse tipo de recurso.
O advogado Erick Pereira explica, porém, que as sanções penais permanecem. As penas foram aplicadas pelo juiz da Vara Criminal, Raimundo Carlyle de Oliveira. Na ocasião, Edivan tinha sido penalizado em 3 anos e oito meses de reclusão em regime aberto, 51 dias multas, substituída por duas medidas restritivas de direito.

Na decisão do Tribunal de Justiça sobre a Operação Impacto estavam na lista de condenados: Júlio Protásio, Adão Eridan, Aquino Neto e os ex-vereadores Edivan Martins, Aluísio Machado, Renato Dantas, Geraldo Neto, Carlos Santos, Adenúbio Melo, Salatiel de Souza, Edson Siqueira, Dickson Nasser e Emilson Medeiros.
Relembre a Operação Impacto
Em 2007 o Ministério Público Estadual deflagrou a Operação Impacto para apurar denúncia de que vereadores receberam vantagem indevida para aprovar o novo Plano Diretor do Município de Natal. A denúncia apontava que os denunciados aceitaram vantagem indevida, para que, no exercício dos mandatos de vereador do município de Natal, votassem conforme os interesses de um grupo de empresários do ramo imobiliário e da construção civil.