O aumento na geração de empregos no Rio Grande do Norte no mês de maio reflete o acerto da política de incentivo fiscal que foi implementada em 2019 pelo Governo do Estado, com o programa Proedi. A avaliação é do deputado estadual Hermano Morais (PV), que celebrou recentes dados de emprego divulgados.
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o Rio Grande do Norte encerrou o mês de maio com saldo positivo de 2.220 novos empregos formais. A indústria puxou a alta, com saldo no setor de 2.974 empregos criados em apenas um mês. No total, o Rio Grande do Norte registrou 23.696 admissões com carteira assinada em maio, contra 21.476 demissões.

De acordo com Hermano, os números refletem os efeitos do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi), aprovado pela Assembleia Legislativa e depois sancionado pela governadora Fátima Bezerra (PT) em 2019. O programa prevê descontos de até 95% no ICMS para indústrias que se instalarem no Estado. Segundo ele, o Proedi foi determinante para atrair novos investimentos e manter empresas já instaladas no Estado. “O Proedi se revelou uma decisão acertada”, afirmou o deputado.
Além da indústria, o mês de maio também teve contribuição da agropecuária, com saldo de 356 empregos; do comércio, com 349; e da construção civil, que gerou 65 novos postos formais. O único setor com desempenho negativo foi o de serviços, que perdeu 1.524 vagas. Hermano explicou que a retração está relacionada à transição do calendário turístico, com fim da alta estação. “Esperamos uma recuperação, com a chegada das férias escolares e um novo ciclo de crescimento no turismo”, disse.
Mesmo diante da queda nos serviços, o deputado avaliou o resultado como positivo. No acumulado de janeiro a maio, o saldo no Estado chega a 5.356 empregos formais, com 110.193 admissões e 104.836 demissões. Ele também chamou atenção para a resiliência do setor agropecuário, que conseguiu crescer apesar do inverno irregular e da seca já reconhecida em parte dos municípios.