BUSCAR
BUSCAR
Eleições 2026

Programa Acolher: como seria o reforço remunerado proposto por Flávio Bolsonaro?

Plano prevê que alunos com bom desempenho recebam para ajudar colegas com dificuldades, presencialmente ou pela internet
Agora RN
20/10/2026 | 14:00

O Programa Acolher proposto por Flávio Bolsonaro (PL) prevê remuneração para estudantes com bom desempenho oferecerem reforço a colegas com dificuldades. A iniciativa aparece no capítulo de educação do plano de governo, voltada ao acompanhamento da aprendizagem no ensino fundamental.

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno presidencial em 25 de outubro. Esta matéria integra a série do Agora RN sobre os planos de governo para 2027 a 2030 e examina compromissos de campanha, sem tratá-los como medidas já executadas.

Estudantes sentados em carteiras dispostas em círculo numa sala de aula.
Estudantes do ensino médio em sala de aula, em imagem de arquivo do Senac RN; plano de Flávio propõe reforço escolar pelo Programa Acolher — Foto: Divulgação

O que o plano promete

O objetivo descrito é ajudar alunos com dificuldades ao longo do ensino fundamental. A candidatura prevê aproveitar a proximidade entre estudantes para oferecer apoio, com atendimento presencial ou remoto.

A medida aparece ao lado da prioridade ao método fônico na alfabetização, da formação contínua de professores e da gestão por indicadores de resultado e proficiência. O texto não apresenta o reforço entre colegas como substituição da docência.

Como pretende executar

O mecanismo informado é a remuneração de um aluno com bom desempenho para ajudar outros estudantes. A possibilidade de formato presencial ou remoto permite identificar duas modalidades previstas, mas o plano não descreve a plataforma ou a organização das sessões.

O documento associa a iniciativa à intenção de assegurar aprendizagem antes do avanço escolar. Em outra passagem da seção, prevê repasses vinculados a metas de aprendizagem e atenção às regiões com maiores dificuldades, compondo a agenda de gestão educacional da candidatura.

O que ainda não detalha

Nas páginas consultadas, o plano não informa o valor da remuneração, a idade dos estudantes que poderiam atuar, os critérios completos de seleção ou a carga horária. Também não explica ali como ocorreria a supervisão pedagógica e a avaliação do reforço.

Não há nesse trecho uma meta anual de escolas participantes nem uma discriminação do orçamento e das responsabilidades entre União e redes locais. Portanto, não é possível dizer que uma escola específica do RN já esteja incluída.

O que a proposta permite concluir

O compromisso documentado é criar um reforço entre estudantes com remuneração e possibilidade de atendimento remoto. A matéria não o apresenta como inscrição aberta, oportunidade de renda disponível ou política já implantada. Esses pontos dependeriam de regras posteriores de execução.

As lacunas apontadas se referem aos trechos citados dos planos. A ausência de um detalhe no documento não permite concluir que a candidatura não tenha posição sobre ele. A execução das propostas depende de decisões administrativas, recursos e, conforme a medida, articulação federativa ou mudanças legislativas.

Fontes documentais: Plano de governo do PL, páginas 34 a 35.

Leia também: o que Lula e Flávio Bolsonaro prometem para a educação.