O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, comparou a divulgação de uma informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida à facada sofrida por seu pai, Jair Bolsonaro, durante a campanha de 2018. A declaração foi dada na noite desta segunda-feira 28, em entrevista ao SantoFlow Podcast, após circularem publicações que atribuíam a Flávio a intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. Não há projeto no Congresso com esse objetivo.
“Eu tenho a convicção de que tentaram matar o meu pai porque viram que ele já era presidente do Brasil em 2018. Por isso foram para tentar eliminá-lo. Foi aquela facada, lá em Juiz de Fora… Para você ver, mais uma vez. Eu acho que eu posso considerar uma espécie de facada essa fake news em mim”, afirmou. A fala sobre a motivação do atentado contra Jair Bolsonaro expressa a convicção do candidato.

Flávio disse que viu a informação nas redes sociais enquanto jogava futebol em uma agenda de campanha em Minas Gerais. Ele voltou a atribuir ao PT a disseminação do conteúdo, sem apresentar provas. Também afirmou que enfrenta notícias falsas com apoio da fé: “Mas sabe o que eu faço? Ajoelho e falo: ‘manda mais’. ‘Deus, é projeto seu? Se vira, é contigo agora para resolver, eu estou fazendo minha parte’”.
No domingo 27, o candidato havia acusado pessoas ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ajudar o PT a espalhar o boato, também sem apresentar provas. A entidade negou ter produzido ou divulgado informações falsas sobre a eleição e afirmou que não integra estruturas partidárias. “A mentira não se combate com outra mentira”, declarou em nota. O documento responde à acusação contra a CNBB; não identifica o PT como autor do boato.
Na segunda-feira, Flávio agradeceu à CNBB pela nota e disse que ela confirmava ser falsa a informação sobre a retirada do título de padroeira. Antes da entrevista, durante uma caminhada no Centro de São Paulo ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, o senador recebeu de uma pessoa presente uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Os dois a ergueram diante dos apoiadores.
A controvérsia também chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).