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Opinião
Deputada do RN critica ato contra aborto em menina de 10 anos que foi estuprada: “Nojo”
Deputada Natália Bonavides criticou os manifestantes que se opuseram ao aborto da criança de 10 anos, que engravidou após ser estuprada pelo tio

17/08/2020 | 08:33

A deputada federal Natália Bonavides (PT) criticou o movimento contrário ao aborto de uma menina de 10 anos, feito por um grupo de religiosos, no domingo (16), de frente ao hospital em Recife, capital de Pernambuco. A jovem engravidou após ser estuprada por mais de quatro anos pelo tio, no interior do Espírito Santo. 

“Esses fanáticos que tentaram obrigar uma criança de DEZ ANOS que foi ESTUPRADA a seguir uma gravidez de alto risco – resultado de um estupro!!! – são criminosos. Chamaram a menina de assassina e atacaram a clínica em que ela estava. Pró-vida?! Humanidade passou longe! Nojo”, publicou no seu Twitter. 

Além de Bonavides, outras personalidades se opuseram, nas suas redes sociais, contra os atos contrários ao aborto. Os protestos ganharam maiores números após a militante bolsonarista, Sara Winter, divulgar o endereço do hospital, onde a interrupção da gravidez aconteceria. 

O caso ganhou repercussão nacional após a Justiça do Espírito Santo anunciar que analisaria a possibilidade de a criança abortar o feto. A hesitação da Justiça provocou revolta, devido à lei que garante a liberdade para que a gravidez sofra intervenção em caso de estupro.

Apesar de o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) ter autorizado o procedimento na sexta-feira (14), o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), negou a realização. Por conta desta negativa, a jovem foi para Pernambuco para tentar fazer o aborto.

A Promotoria da Infância e da Juventude de São Mateus já afirmou que irá investigar se algumas pessoas ligadas a grupos manifestantes foram até a casa da família para pressionar a avó a não autorizar o aborto. O Ministério Público também vai averiguar conversas de pessoas que estariam pressionando a família da criança a não interromper a gravidez.

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