BUSCAR
BUSCAR
Justiça Eleitoral

Apenas mais um resmungo, diz Cármen Lúcia sobre novos ataques às urnas

Ministra do STF afirmou que questionamentos sobre o modelo de votação devem ter menos impacto que os levantamentos feitos antes das eleições de 2022
Por O Correio de Hoje
24/07/2026 | 16:17

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou nesta quinta-feira 23 os novos questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas como “apenas mais um resmungo, uma arenga”. Segundo ela, as críticas devem ter menos repercussão entre os eleitores do que as acusações difundidas antes das eleições de 2022.

A declaração foi dada durante a Feira Literária Internacional de Paraty (Flip). Embora não tenha citado diretamente Flávio Bolsonaro (PL), a ministra se pronunciou depois de o senador e pré-candidato à Presidência levantar suspeitas sobre o sistema eleitoral brasileiro em uma reunião com embaixadores.

carmen
Ministra Cármen Lúcia acredita que tema terá menor repercussão neste ano - Foto; Luiz Roberto / TSE

Cármen Lúcia, que presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em duas ocasiões, afirmou ter “absoluta certeza” da “segurança, higidez e transparência” das eleições e das urnas eletrônicas. “Esse questionamento que agora, não tem, espero, a força de que chegou a ter em um determinado processo, principalmente entre 2021 e 2022, é apenas mais um resmungo, uma arenga”, declarou.

De acordo com a ministra, a população brasileira incorporou a urna eletrônica ao processo democrático. “Tanto que em todo lugar a pessoa fala ‘nossa urna’, ‘minha urna’, porque realmente é uma coisa feita, até no seu aperfeiçoamento, de acordo com o que o povo demanda”, afirmou. Ela citou como exemplos as adaptações que permitem maior segurança e acessibilidade no voto de pessoas com deficiência visual ou auditiva.

Durante o encontro com diplomatas, Flávio mencionou um relatório da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) sobre suspeitas envolvendo o sistema eletrônico de votação da Venezuela e sugeriu uma relação com o modelo adotado no Brasil. O senador também afirmou que as urnas brasileiras teriam a mesma origem dos equipamentos produzidos pela empresa venezuelana Smartmatic.

O TSE esclarece que as urnas utilizadas no Brasil são desenvolvidas e operadas sob responsabilidade da Justiça Eleitoral e não possuem vínculo com a Smartmatic. Questionamentos semelhantes também foram difundidos pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e pelos deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC).

Diante das publicações, o PT acionou o TSE para pedir a retirada dos conteúdos das redes sociais. O partido também requer a aplicação de multa de R$ 30 mil a cada um dos envolvidos, incluindo Flávio Bolsonaro.