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Meio ambiente
Rio Pium esteve impróprio para banho em 15 das 21 semanas de 2019
Professor Ronaldo Diniz, coordenador do programa de balneabilidade do projeto “Água Azul”, explicou qual é a causa principal da impureza dessas águas
Redação
03/06/2019 | 10:28

Um dos responsáveis por monitorar os principais balneários do Rio Grande do Norte, o programa “Água Azul” informou que, após último levantamento, foi constatado que o rio Pium esteve impróprio para banho em 15 das 21 semanas deste ano. Isto representa 71,4% das semanas observadas. O motivo é o acúmulo de poluição nas águas.

O professor Ronaldo Diniz, coordenador do programa de balneabilidade do projeto “Água Azul”, explicou qual é a causa principal da impureza dessas águas, que dividem Parnamirim e Nísia Floresta, desaguando no oceano.

“Há uma deficiência no sistema de saneamento básico da Grande Natal, e isso inclui Parnamirim. Temos grande quantidade de esgotos, principalmente efluentes domésticos, que chegam até cursos fluviais como os rios Pirangi e Pium sem nenhum tratamento”, disse Diniz.

De acordo com o coordenador do programa “Água Azul”, a carência do sistema de saneamento faz com que boa parte dos esgotos, principalmente os domésticos, seja lançada nos cursos dos rios com pouco ou nenhum tratamento.

“Com isso, a quantidade de poluentes e contaminantes são lançados nos rios. Quando chove, ainda há uma descarga maior desses esgotos e efluentes que chegam nessas águas”, continuou.

Além de monitorar os balneários potiguares, o programa coleta amostras das águas vigiadas, distribui boletins semanais para a imprensa, e ainda sinaliza com placas de alerta sobre os pontos perigosos para banhos. O professor Diniz, porém, lamentou que, mesmo com os avisos, as pessoas continuam a tomar banho em locais impróprios, como é o caso do rio Pium.

“Mesmo com a sinalização, de forma geral, o povo não dá importância e toma banho mesmo. As pessoas nunca fazem a associação; acham que porque a doença não aparece de instantâneo, isso significa que elas não vão se contaminar. Mas muitas doenças graves podem resultar desses banhos, como hepatite do tipo C, que pode ser fatal”, lembrou.

O professor também responsabiliza, além do saneamento básico, a própria população pela quantidade de impurezas no rio Pium. “Parte do contribuinte também é responsável, porque há a questão das ligações clandestinas”.

O projeto é oriundo do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), que trabalha no monitoramento em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), e com a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern).

Prefeitura explica caso

Questionada acerca da suposta deficiência no saneamento básico, a Prefeitura de Parnamirim, através do coordenador ambiental Luiz Antônio Melo, isentou a estrutura de tratamento também apontou a população como agressora do meio ambiente do rio Pium.

“Não é questão do esgotamento em si. Foi realizado um saneamento em Pium. Por lá, está tudo saneado. O problema é que as pessoas realizam atividades ao longo do rio que o agridem. Há pessoas que criam gado, outras que possuem bares perto do rio, e isso impacta na qualidade da água”, esclareceu o coordenador.

Marco Antônio se refere ao fato de que algumas pessoas têm o costume de levar seus animais para serem banhados, ou despejar restos de produtos consumíveis nas águas do rio.

Contra isso, a Prefeitura tem realizado ações que visam a conscientizar a população que usufrui do rio Pium. “Fazemos ações de educação ambiental. Estimulamos o pessoal, encerrou

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