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Pesquisadores da UFRN descobrem genes associados ao câncer

Pesquisa mapeou genes inibidores da formação e do desenvolvimento dos cânceres de ovário, do colorretal e da leucemia aguda mieloide
Redação
20/04/2016 | 10:32

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) participaram do estudo que mapeou quais genes são inibidores da formação e do desenvolvimento dos cânceres de ovário, do colorretal e da leucemia aguda mieloide. A descoberta está ligada aos supressores de instabilidade do genoma, responsáveis por manter o equilíbrio, ou seja, de diminuir a taxa de mutações nas células e o surgimento de doenças, entre elas os tumores.

Os professores do Instituto do Cérebro (ICe), Sandro José de Souza, do Instituto Metrópole Digital (IMD), Jorge Estefano Santana de Souza, e o aluno de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Bioinformática, André Fonseca, juntamente com especialistas da Universidade da Califórnia (EUA) utilizaram técnicas da Genética, para definir quais genes são supressores da instabilidade no modelo de levedura (fungos utilizados na fermentação de pães e da cerveja) e da Bioinformática, que permitiu estudar esses genes em diferentes tipos de tumores humanos.

Pesquisadores da ufRio Grande do Norte descobrem genes associados ao câncer

O docente Sandro José de Souza explica que os supressores ou inibidores são proteínas codificadas pelos genes capazes de corrigir mutações no genoma. Porém, quando não funcionam, tais mutações no DNA podem causar doenças, inclusive o câncer. Partindo desse princípio, observou-se como ocorria a supressão da mutação genômica das leveduras. Nessa etapa, foram identificados 182 genes de inibidores de alterações, desse total 98 não tinham sido descritos antes. Esse resultado disponibilizou a mais completa lista de genes de manutenção da estabilidade genômica em leveduras, até agora.

O grupo também identificou mais de 400 genes anteriormente desconhecidos que cooperam com o equilíbrio do DNA e só afetam o genoma quando combinado com outras mutações, o que destaca a complexidade da rede genética para manter a integridade das células normais.

Em seguida, a equipe partiu para a comparação entre os genes propiciadores de estabilidade das leveduras (“primos” distantes do homem) e dos seres humanos, por meio do Atlas do Genoma do Câncer – compilação de dados genômicos de milhares de pacientes com câncer. As informações foram cruzadas, completando a lista de informações com genes humanos que não são encontrados em leveduras, mas que participam das mesmas vias e complexos de proteína que os genes de levedura de supressão de variações.

Nessa fase, os cânceres de ovário, do colorretal e a leucemia mieloide aguda foram selecionados para o rastreio. Conforme o professor Jorge Estefano Santana de Souza, “a leucemia serviu como controle, pois sabe-se que nas mutações os supressores de instabilidade não têm um papel muito importante no desenvolvimento da doença. Já o contrário ocorre com os outros tipos de tumor estudados”, esclarece.

José Júnior

Participaram da pesquisa os professores da UFRN Sandro José de Souza e Jorge Estefano Santana de Souza e o doutorando do Programa de Pós-Graduação em Bioinformática, André Fonseca
Então, descobriram que 93% dos cânceres de ovário e 66% do colorretal tinham defeitos genéticos que afetam um ou mais genes que preservam a estabilidade, enquanto a leucemia mieloide aguda não pareceu ter defeitos envolvendo esses tipos de genes.

Na opinião de Sandro José de Souza, o estudo veio contribuir com o “desenvolvimento de terapias, cujos alvos seriam os supressores de instabilidade. Qualquer agente terapêutico que tenha como alvo o restabelecimento da função de um supressor teria um impacto na clínica”, vislumbra.

A pesquisa foi publicada na revista Nature Communications. O próximo passo é estudar o mesmo grupo de genes em cerca de 15 outros tipos de câncer. Além dos pesquisadores da UFRN, Sandro José de Souza, Jorge Estefano Santana de Souza e André Fonseca, a descoberta contou com as participações de cientistas da Universidade da Califórnia, que são Christopher D. Putmam, Anjara Srivatsan, Rahul V. Nene, Sandra L. Martinez, Sarah P. Clotfelter, Sara N. Bell, Steve B. Somach e Richard D. Kolodner.

Hora do Enem: estudantes sem internet têm até hoje para pedir vaga em simulado
Os estudantes inscritos na plataforma Hora do Enem, sem acesso à internet, têm até hoje (20) para pedir uma vaga em universidades e institutos federais para fazer o simulado online do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O pedido é feito na plataforma do programa com o número do CPF. As vagas são exclusivamente para os alunos matriculados no último ano do ensino médio que precisam de um terminal de computador para fazer o teste.

O simulado é gratuito e pode ser feito também em instituições particulares, comunitárias e escolas estaduais de ensino médio. No total, essas instituições estão oferecendo 120 mil vagas para os interessados em testar seus conhecimentos antes da aplicação do Enem. Quem tem acesso à internet pode resolver a prova em computador, tablet ou celular próprio. A prova online está marcada para o dia 30 de abril.

No simulado, os estudantes vão responder a 80 itens com a mesma metodologia do Enem. O candidato terá quatro horas ininterruptas para fazer a prova, que poderá ser acessada entre a 0h hora e as 20h do dia 30. No caso de quem vai fazer a prova presencialmente em uma instituição, a aplicação será das 8h às 12h, no horário de Brasília.

O simulado é um treino para o candidato que vai receber, posteriormente, uma nota e um plano de estudo personalizado, de acordo com o desempenho nos temas avaliados. O conteúdo deste primeiro provão dará prioridade ao conteúdo ensinado nas escolas até o mês de abril.

A plataforma Hora do Enem é um programa de estudo com recursos interativos para melhorar o aprendizado. O sistema entrou no ar no dia 5 de abril. Além de planos de estudo, estão disponíveis exercícios e videoaulas, que poderão ser assistidas a partir de 30 de abril no espaço denominado MECFlix. Estão previstos mais três simulados online nos dias 25 de junho, 13 de agosto e o último nos dias 8 e 9 de outubro.