Com aulas suspensas desde o dia 18 de março, os alunos da rede estadual de ensino têm de buscar formas alternativas para seguir com os estudos. Sem delimitar projeto pedagógico para as escolas estaduais durante a pandemia, a Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seec) recomenda que as unidades de ensino da rede pública, caso estas tenham condições técnicas necessárias para isso, passem a adotar os próprios mecanismos de ensino à distância.
As aulas de rede pública estadual ainda não têm previsão de retorno. No último sábado (30), o Governo do Estado prorrogou das atividades escolares até o dia 6 de julho.

Sem aulas há mais de dois meses, os alunos da rede estadual de ensino terão de cumprir o atual calendário escolar até 2021. Isso porque as escolas da rede cumpriram pouco mais de 20 dos 200 dias letivos obrigatórios – as aulas foram iniciadas em 17 de fevereiro. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, a inspeção escolar da pasta estuda modifica no cronograma deste ano.
Vale lembrar que o Ministério da Educação, em 1º de abril, permitiu a flexibilização do calendário escolar. Com isso, as 800 horas obrigatórias podem ser distribuídas em um período diferente aos 200 dias letivos.
Sobre a continuidade das atividades escolares, mesmo que no modelo de ensino a distância, a Secretaria Estadual de Educação liberou que as unidades de ensino criassem as próprias configurações de ensino. Em maio, um decreto determinou que, durante o período de suspensão das aulas poderiam adotar aulas à distância.
No entanto, para isso, pelo menos 75% dos estudantes da unidade teriam de participar do modelo para que as aulas. Esse modelo, no entanto, valeria até 20% da carga horária anual do componente curricular.
No Rio Grande do Norte, 71% das escolas estaduais adotaram as atividades não presenciais.
Algumas escolas em Natal estão promovem aulas por videoconferência, através do aplicativo Google Meet. Além das aulas, os professores encaminham exercícios e textos de apoio por e-mail e outros aplicativos de mensagem.
Em regiões com dificuldade de acesso à internet, as escolas estão se organizando de diversas formas, como atividades impressas entregue nas casas dos estudantes, grupos de estudo e até programas radiofônicos.
Ainda de acordo com a Seec, as escolas que não optarem pelas atividades não presenciais poderão cumprir o calendário do ano letivo assim que retornarem as aulas nas escolas.