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Compras
Avenida Pompeia: um imenso shopping a céu aberto em plena zona Norte de Natal
Pompeia, verdadeiro shopping a céu aberto, onde é possível comprar de tudo
Marcelo Hollanda
20/01/2020 | 02:36

São aproximadamente 2,6 mil metros de uma via estreita que liga a Avenida das Fronteiras, no bairro Potengi, à Avenida João Medeiros Filho, no Pajuçara. Mas quem já entrou pela primeira vez nessa artéria estreita e alongada da Zona Norte de Natal, de mão dupla, com certeza tomou um susto.

Guarnecida por essas duas importantes avenidas, está a Avenida Governador Antônio de Melo e Souza, que é mais conhecida como “Avenida Pompeia”, um verdadeiro shopping a céu aberto, onde é possível comprar de tudo e onde o varejo se mistura ao atacado.

De farmácias (umas oito) a lotéricas, academias, lojas de conveniência 24 horas, pronta entrega de peças de confecção, clínicas médicas, veterinárias, petshops, oficinas de carros e motos, retifica de motores, açougue e mercadinhos, não há um comércio ou serviço que não tenha ali.

Uma concentração de tantos negócios que já virou sinônimo de centro comercial até para varejistas estabelecidos em pontos comerciais mais nobres da cidade. E até de alguns lojistas de shoppings, que vão para lá arrematar confecções que revendem em seus pontos pelo dobro ou o triplo do preço.

Mais do que isso, a Pompeia, como é mais conhecida na região, virou um local de oportunidades para muita gente que, desempregada, revende ali as confecções de pronta entrega.

São desde sacoleiros até pessoas que montaram butiques dentro das próprias casas para revender produtos aos vizinhos. Vendedores de porta em porta que descobriram uma maneira de ganhar a vida na Avenida Pompeia. E não é de hoje.

Com forte presença comercial, mas também muitos moradores, principalmente nas pequenas e numerosas ruas que cruzam a artéria principal, a Pompeia é o tipo de avenida que foi crescendo a partir da necessidade.

Primeiro, com a chegada de linhas regulares do sistema público de transporte, vieram os pioneiros do comércio numa rua predominantemente residencial. Dizem que a expansão para valer dos pontos comerciais começou por volta de 2010, embora já existissem algumas lojas aqui e ali.

Ponto de confluência de lojas de pronta entrega

Ester Costa é um exemplo recente da Avenida Pompeia. Ex-feirante, ela resolveu abrir uma pronta entrega de confecções depois de ter sido maltratada num atacado ao tentar fazer uma compra de roupa no atacado sem cadastro. “Não consegui nem entrar”, diz ela hoje enquanto uma de suas atendentes (são duas) ajuda sacoleiros atrás de mercadorias.

Ela conta que, não faz muito tempo, as pessoas chegavam para comprar e eram pessimamente atendidos pelas lojas da região. A negociação era fria e distante e a partir dessa má experiência é que ela e o marido resolveram abrir uma loja ali.

“Primeiro, porque não gostamos do tratamento e resolvermos virar concorrência; e, segundo, porque em terra onde não tem bom atendimento, ganha quem tem”, ironiza.

Vendendo apenas para quem compra lotes com 10 peças, mais recentemente – por causa da crise – ela passou a vender peças isoladas, aumentando um pouco o valor de revenda. O marido é contra essa política, mas ela diz que é preciso fazer dinheiro de qualquer maneira.

Emerson, o motorista por aplicativo que levou a reportagem do Agora RN até Pompeia, conta que, depois de perder um emprego, foi o comércio dali que conseguiu tirá-lo do sufoco. “Eu e minha mulher, com R$ 50 de calcinhas e sutiãs, conseguimos fazer R$ 1 mil em dois meses e, sempre que a coisa aperta, a gente volta para cá”, conta.

Tecnicamente, nos dois extremos da avenida, uma dando para a João Medeiros Filho e a outra para a Fronteiras, a Pompeia tem áreas de concentração por especialidade de comércio que vão de um lado a outro. Material de construção, de um lado, e confecção, de outro.

Mas o tempo tem se encarregado de mudar isso, já que, no miolo da avenida, a diversidade de atividades comerciais é tão ampla que tudo convive junto e misturado: farmácia com conveniência, mercearia com academia, loja de ração com clínica médica, oficina de carros e motos, escola, padarias, bares e, como se não bastasse, uma feira livre aos domingos.

Esse bioma diversificado funciona como chamariz para que a rua seja frequentada por muitos moradores da Zona Norte, mas também da região metropolitana que, com frequência, passam pela Zona Norte em direção a outros destinos.

Zona Norte já é a 3ª maior em negócios

Um levantamento encomendado pelo Agora RN à Junta Comercial do RN (Jucern) revela que, embora o número de empresas tenha crescido pouco em Natal nos últimos três anos (de 2017 a 2019), a Zona Norte tem sustentado a terceira colocação após as regiões Leste e Sul.

Hoje, em matéria de empresas ativas, a Zona Norte tem 2.895 estabelecimentos comerciais, 1.496 de serviços e 814 indústrias.
São números ainda bem aquém em relação à Zona Sul, onde se encontram, ativos, 4.711 estabelecimentos comerciais, 9.059 estabelecimentos de serviços e 2.570 indústrias.

Mas a Zona Norte ganha ligeiramente da Zona Leste.

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