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Aniversário
Aos 107 anos de vida, o bairro do Alecrim pede socorro para crescer
Ausência de políticas públicas e o abandono das últimas gestões são as maiores reclamações dos comerciantes
Redação
24/10/2018 | 10:07

Com problemas crônicos com o trânsito caótico pela falta de estacionamento, calçadas repletas de ambulantes, que disputam clientela com o comércio formal, o bairro do Alecrim vive a semana do seu 107º ano de fundação.

Nesta quinta-feira, 25, como parte das comemorações, estão previstas na parte da tarde, na Praça Gentil Ferreira, exibições do Grupo de Ballet do Conselho Comunitário do Alecrim da Cia de Dança do Ventre Nawar e do Grupo Viva Mais – Danças folclóricas e Primavera.

E, na sexta, 26, está marcada uma apresentação do Instituto Pe. Miguelinho, seguido de uma roda de samba com Biro do Banjo.

Tendas estão funcionado durante toda a semana, prestando pequenos serviços à população nas áreas médica e jurídica.

No último fim de semana, o bairro perdeu uma de suas grandes lideranças, o empresário Derneval Sá, dono da icônica Loja Sarmento, falecido em decorrência de um câncer e que presidiu por muitos anos a Aeba – Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim.

Hoje, comandada pelo empresário Pedro Campos, que assumiu este ano, a Aeba reativou uma série de projetos, assumindo integralmente as lutas deixadas por Dermerval, que ainda este ano participava ativamente de todas as atividades associativas até ser internado em decorrência da doença e falecer aos 67 anos.

Parceiros tradicionais do bairro como a Fecomercio, Conselho Comunitário, órgãos estaduais, faculdades, a escola de samba do Alecrim, a escola estadual Stela Gonçalves, o Alecrim Futebol Clube, o Lions, o Senac e o Sesc, entre outros, foram procurado para apoiar as comemorações.

“Hoje, a gente pode dizer que, apesar dos problemas, o Alecrim é um grande manancial a ser explorado para o bem não só de Natal, mas do estado como um todo”, afirma Pedro Campos.

Foi em 1941, durante a segunda Grande Guerra, com a construção da base naval de Natal, que o Alecrim experimentou um grande processo de expansão, onde muitas pessoas vindas do interior e até de outros estados desembarcaram no bairro em busca de emprego e para instalar seus negócios.

O traçado das ruas largas e avenidas, um legado da presença americana, há muito é insuficiente para acomodar a quantidade de negócios. São hoje mais de 4.600 empresas, 31% das atividades empresarial de Natal; 40% do comércio varejista natalense e uma população superior a 32 mil pessoas, com todos os bairros de Natal interligados ali por linhas de ônibus.

Só a Feira do Alecrim, que funciona há 90 anos, já seria um ponto obrigatório para todo o turista que pisasse em Natal, não fosse a desorganização do trânsito, que atrapalha a fluidez e irrita quem busca acessar seu comércio de carro ou ônibus.

“Há muito, o bairro vem sofrendo com a ausência de políticas públicas e o abandono das últimas gestões que deram as costas ao bairro, permitindo que suas ruas fossem ocupadas de forma desordenada e sem estrutura de estacionamento, afugentando clientes que buscam nos shoppings melhores condições para realizar suas compras”, explica Pedro Campos.

O empresário não entende, por exemplo, porque prédios públicos, abandonados ou subutilizados durante décadas no Alecrim não são revitalizados dentro de um planejamento que beneficie a comunidade como um todo e os comerciantes.

“Somente na Avenida Presidente Bandeira temos os prédios do antigo Detran, a Escola João Tibúrcio e o Teatro Sandoval Wanderley. Aqui trabalham muitas mães que precisam de uma creche próxima ao local de trabalho, e não existe”, lembra o empresário.

Ele vai mais longe:

“Aqui há centenas de ambulantes trabalhando na rua, de forma degradante, sem as mínimas condições de trabalho, alguns até adoecendo por está exposto diariamente a poeira, fumaça, sol e chuva, enquanto esses prédios continuam fechados ou subutilizados”.

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