O Santos empatou por 0 a 0 com o Coritiba, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, e ampliou as dúvidas sobre a evolução da equipe sob o comando de Cuca. A sequência de quatro partidas consecutivas como mandante, tratada como oportunidade para consolidar o trabalho, terminou com desempenho irregular e sinais de regressão.
Após uma atuação mais produtiva na vitória anterior contra o Atlético-MG, o time apresentou dificuldades para organizar o setor ofensivo e perdeu capacidade de construção. O início, no entanto, indicava cenário diferente. Com menos de dez minutos, o Santos criou duas oportunidades a partir da pressão no campo adversário — principal característica desenvolvida por Cuca até aqui —, ambas com Gabriel Barbosa, que teve um chute bloqueado e um gol posteriormente anulado.

A partir da metade do primeiro tempo, a equipe passou a demonstrar ansiedade e reduziu a fluidez das jogadas, centralizando excessivamente as ações em Neymar. O camisa 10, que voltou a atuar os 90 minutos, contribuiu com passes e movimentações, mesmo deslocado para o lado esquerdo após a saída por lesão de Gustavo Henrique. Ainda assim, sua atuação refletiu a oscilação coletiva: liderou o time em finalizações, faltas sofridas e passes incompletos, evidenciando participação ativa, porém sem efetividade decisiva.
No segundo tempo, o cenário se agravou. O Coritiba encontrou espaços com maior facilidade e criou as melhores chances da partida. Breno Lopes acertou o travessão aos 14 minutos, e Pedro Rocha desperdiçou oportunidade clara dentro da área, em lances que expuseram fragilidades defensivas do Santos. A equipe paulista, por sua vez, manteve dificuldades para reagir e pouco ameaçou o gol adversário.
A única chance mais relevante veio em cobrança de falta de Neymar, já na reta final, que acertou a trave e não alterou o placar. O resultado manteve o confronto aberto, mas encerrou a sequência de jogos na Vila sob clima de insatisfação, com vaias da torcida. O desempenho recente — que inclui empate com Recoleta e derrota para o Fluminense em casa — reforça a percepção de instabilidade e coloca em xeque a consistência do trabalho da comissão técnica.