O ex-atacante Reinaldo Aleluia morreu na madrugada desta quinta-feira 5, aos 53 anos, após complicações de saúde. O ex-jogador tratava um problema crônico nos rins e sofreu uma parada cardiorrespiratória na última terça-feira, não resistindo após dias de internação.
Nascido em Salvador (BA), Aleluia construiu carreira em diversos clubes do futebol brasileiro, especialmente no Nordeste. Ao longo de mais de uma década como profissional, defendeu equipes como Esporte Clube Bahia, Ceará Sporting Club, ABC Futebol Clube, Brasiliense Futebol Clube, Clube do Remo e Esporte Clube Juventude.

No futebol potiguar, o ex-atacante ficou marcado por sua passagem pelo ABC, onde atuou em três temporadas: 2000, 2003 e 2004. Pelo clube de Natal, participou da conquista do Campeonato Potiguar de 2000, título que garantiu ao time o tetracampeonato estadual consecutivo, sequência iniciada em 1997.
O ABC divulgou nota oficial lamentando a morte do ex-jogador e prestando solidariedade à família. “Todos que fazem o ABC Futebol Clube externam os mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos, neste momento de dor e tristeza”, informou o clube.
Reinaldo Aleluia iniciou sua trajetória profissional nas categorias de base do Bahia, onde foi revelado em 1992. Pelo clube baiano, integrou o elenco campeão do Campeonato Baiano de 1994, em uma equipe lembrada pelos torcedores pelo gol histórico marcado por Raudinei na final daquela temporada.
Posteriormente, o atacante teve destaque também com a camisa do Ceará, clube pelo qual atuou em três passagens entre 2004 e 2007. Nesse período, disputou 97 partidas e marcou 20 gols.
O time cearense ressaltou a importância do ex-atleta para a história da equipe, lembrando especialmente sua participação na jogada que originou o gol do título do Campeonato Cearense de 2006, marcado por Juninho diante do rival Fortaleza.
O presidente do Ceará, João Paulo Silva, decretou luto oficial de três dias no clube. A bandeira do centro de treinamento Carlos de Alencar Pinto permanecerá a meio mastro durante o período.
“Perdemos um ídolo. Reinaldo Aleluia marcou toda uma geração de alvinegros. É impossível não lembrar de como jogava bem, da alegria, dos gols. Foi um jogador que sempre honrou nossa camisa”, afirmou o dirigente.
Após encerrar a carreira como jogador, Aleluia manteve vínculo com o Ceará e passou a atuar como membro do Consulado Alvinegro em Salvador, participando de iniciativas voltadas à torcida do clube na capital baiana.
Em homenagem póstuma, o Ceará informou que solicitará à Federação Cearense de Futebol um minuto de silêncio antes do Clássico-Rei deste domingo, na Arena Castelão.
A morte do ex-atacante gerou manifestações de pesar de clubes e torcedores nas redes sociais. Para muitos, Aleluia ficou marcado como um jogador combativo e identificado com as equipes que defendeu — especialmente no futebol nordestino, onde construiu os principais momentos de sua trajetória nos gramados.