A declaração do atacante japonês Kento Shiogai de que “o Brasil não é mais o mesmo de antigamente” virou combustível para a seleção brasileira antes do duelo válido pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Neste domingo, o capitão Marquinhos afirmou que o comentário repercutiu entre os jogadores e classificou a fala do adversário como “soberba”. Brasil e Japão se enfrentam nesta segunda-feira, às 14h (horário de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos.
Segundo Marquinhos, o elenco tomou conhecimento da entrevista concedida por Shiogai à agência Kyodo News e usará o episódio como motivação. “Chega, sim (o que ele disse). É bom que eles continuem falando para continuar motivando nosso time. Faz quase um mês que a gente está aqui nos EUA. Com muita humildade, a gente está seguindo trabalhando muito firme rumo ao nosso objetivo. A gente deixa esse tipo de fala para os adversários, que eles continuem falando bastante para motivar a gente”, afirmou o zagueiro à Cazé TV.

O defensor também disse que a declaração do atacante japonês demonstra excesso de confiança. “Talvez tenha sido um pouco de soberba da parte deles. O Brasil ainda continua sendo uma grande seleção. Basta a gente mostrar nossa grande força amanhã, nossa grande qualidade. A cada bola a gente vai saber que é uma bola que pode ser decisiva. A gente deixa esse tipo de coisa para eles, que isso sirva de motivação para a gente no jogo de amanhã, para disputar cada bola e ganhar esse jogo da maneira que a gente merece”, declarou.
Questionado sobre o assunto durante entrevista coletiva, o técnico Carlo Ancelotti evitou ampliar a polêmica e afirmou que a equipe está concentrada apenas na partida. “Não vamos falar disso, vamos estar focados no jogo, nas qualidades do rival. Vamos preparar bem o jogo para criar problema e no que temos fazer para evitar problema. Não vamos entrar nesse jogo mental”, disse.
Marquinhos também lembrou resultados recentes para reforçar que favoritismo não garante vitória. O capitão citou a derrota do Paris Saint-Germain para o Botafogo no Mundial de Clubes e a eliminação da Seleção para a Croácia na Copa do Mundo de 2022. “Não desvalorizamos nenhum adversário. Na última Copa do Mundo a gente foi desclassificado para uma seleção da Croácia, talvez falassem que a gente era uma seleção muito melhor do que eles. No último Mundial de Clubes o meu time (PSG) perdeu para o Botafogo. Muitos falavam que a gente estava muito acima do Botafogo. Então o futebol você tem que mostrar dentro de campo.”
O zagueiro afirmou que o Brasil chega preparado para o confronto após a evolução apresentada na fase de grupos e ressaltou que o mata-mata exige concentração em todos os momentos. “Jogo muito difícil, mas a gente já está pronto. Fizemos os nossos treinamentos, os nossos vídeos, a nossa estratégia do que tem que fazer. Anular bem essa seleção japonesa, que é uma seleção muito qualificada. Chegou até aqui com méritos. (…) O mata-mata é uma competição nova. Temos que dar um passo de cada vez. Por experiência própria em outra Copa, a gente viu o quanto é importante estar focado em cada momento, em cada detalhe do jogo.”