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Economia
Sebrae terá projeto estruturante para setor de óleo e gás no Brasil
Decisão deve atender as empresas que ofertam bens e serviços a cadeia de valor das operadoras independentes.
Redação
17/02/2020 | 09:44

 O Sistema Sebrae deverá desenvolver um projeto estruturante nos estados onde há produção e exploração de petróleo e gás natural para atender as empresas que ofertam bens e serviços a cadeia de valor das operadoras independentes. Esse foi um dos resultados das discussões do Encontro Nacional de Gestores do Projeto de Óleo e Gás do Sebrae, que foi realizado entre os dias 10 e 12, em Natal. Representantes dos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe.

A proposta do novo projeto é criar uma base de atendimento dos fornecedores atuais e de empresas com potencial para se inserirem nessa cadeia produtiva dentro do cenário atual de abertura de mercado e da entrada de novos players no setor, como as operadoras independentes, levando em conta as particularidades de cada estado em termos de produção e exploração offshore e onshore. Esse novo contexto vai requerer fornecedores mais competitivos.

“A ideia é aproximar o Sebrae dessas empresas e torná-las mais competitivas, aumentando a sua produtividade e buscando inseri-las na cadeia de valor dessas companhias independentes”, avaliou a gerente da Unidade de Desenvolvimento Setorial do Sebrae-RN, Lorena Roosevelt, durante o encontro, que contou também o gestor do Projeto de Petróleo e Gás no RN, Robson Matos, e da gestora do projeto no Sebrae Nacional, Juliana Borges.

O momento em que o setor atravessa exige novas demandas, que são distintas do cenário à época em que a Petrobras detinha o monopólio da cadeia. As novas operadoras, apesar da capacidade de investimento, são companhia menores e que vão exigir empresas cada vez mais enxutas e mais competitivas nas suas bases de fornecedores.

A expectativa de oportunidades que deverão surgir e o objetivo desse novo projeto seria preparar as empresas dentro dessa nova realidade para absorver essas demandas. Só para se ter uma noção do novo cenário e das possibilidades de negócios que deverão se descortinar nos próximos anos, basta saber que somente a empresa Potiguar E&P S.A, subsidiária da Petrorecôncavo S.A, investiu R$ 266 milhões para aquisição de 34 campos de produção terrestre de petróleo situados na bacia potiguar. A empresa deverá investir US$ 150 milhões nos próximos cinco anos para exploração de óleo e gás, o que vai demandar uma rede de empresas.

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