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Retomada

Reabertura da economia acontece de forma gradual na maioria das cidades

Levantamento com 81 municípios mostra como ocorre a retomada das atividades pelo país.
Folha de S. Paulo
08/07/2020 | 09:26

Aberto, mas nem tanto. Fechado, mas funcionando. Diante da pandemia, mas também do medo de seus comerciantes irem à falência, cidades brasileiras tentam fazer uma ginástica para reabrir comércios, lojas, bares, restaurantes, salões de beleza e academias sem impactar a capacidade de leitos hospitalares para pacientes com Covid-19.

A Folha mapeou 81 municípios, entre capitais e cidades populosas ou sedes de região, para apontar quais mantiveram o comércio e os serviços funcionando, quais voltaram atrás e baixaram as portas e aqueles que nem sequer se arriscaram em reabrir.

Reabertura da economia acontece de forma gradual na maioria das cidades

Em quase todos os casos de reabertura, há limitações. Há restaurantes que funcionam poucas horas; alguns, só com agendamento ou sem permitir venda de bebida alcoólica.

De maneira geral, comércios precisam limitar número de clientes, garantir distanciamento social e oferecer itens de segurança, como álcool em gel, além da obrigação da máscara. O delivery tem sido a alternativa para boa parte dos empresários, do setor de vestuário ao de alimentação.

No interior paulista, as decisões sobre fechamento geraram embates entre o governo estadual e prefeituras, que chegaram a abrir o comércio, mas recuaram –na maioria das vezes, após ações judiciais.

No Sul, Porto Alegre e Florianópolis, adotaram medidas rígidas para controlar a proliferação do novo coronavírus já no início da pandemia.

Em Curitiba, porém, estabelecimentos não foram obrigados a fechar –alguns fecharam por conta própria e reabriram em abril. Há cerca de um mês, a prefeitura adotou um sistema de bandeiras para abertura do comércio, atualmente em risco médio. A cidade também segue a “quarentena rígida” determinada pelo governo estadual.

Mais recentemente, Porto Alegre voltou a endurecer as normas depois da reabertura controlada pelo modelo de bandeiras estadual. E diante do aumento de casos, Florianópolis ainda permite atividades econômicas, mas endureceu restrições, como a multa para quem não usa máscara.

O comportamento nos estados do Centro-Oeste do país não foi uniforme. Enquanto Mato Grosso e Mato Grosso do Sul não baixaram decretos de fechamento do comércio, Goiás fechou tudo, mas depois flexibilizou e passou a dividir a responsabilidade com os municípios.

Em Cuiabá, a prefeitura fechou o comércio, assim como Campo Grande. Depois as regras foram flexibilizadas aos poucos. Já Goiânia seguiu as decisões do governo do estado e chegou a reabrir o comércio, que agora está fechado.

Depois de enfrentar um colapso de sistema de Saúde ainda no início da pandemia, o Ceará iniciou o seu plano de reabertura em 1º de junho após uma queda nos novos casos da Covid-19. Na época da primeira fase da abertura, na qual foi autorizado o funcionamento de parte do comércio, o estado estava com uma ocupação de 88% dos leitos públicos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Com a redução do número de casos graves da Covid-19, o estado iniciou a segunda fase do seu plano de reabertura da economia em 20 de junho, com o retorno do funcionamento de igrejas e restaurantes. Por outro lado, cidades do interior do estado, como Sobral e Juazeiro do Norte, ainda enfrentam isolamento rígido após uma escalada de casos.