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Reflexão
“Quem não quer a reforma só pensa em si e não no futuro de seus filhos”, diz Flávio Azevedo
Secretário de Desenvolvimento Econômico e liderança empresarial do Estado afirma que é preciso prestar atenção aos sinais que mostram que a reforma previdenciária é necessária para salvar o futuro econômico do Brasil
Boni Neto
04/05/2017 | 05:30

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Flávio Azevedo, se colocou “integralmente” a favor das reformas previdenciária e trabalhista, que vêm sendo motivo de polêmica e discussões acaloradas entre a população brasileira. Em sua visão, as pessoas que estão se colocando contra as mudanças propostas pelo presidente Michel Temer só pensam em si mesmas, quando deveriam entender que, apesar de qualquer interpretação que enxergue danos imediatos, as medidas beneficiariam seus filhos, netos e o futuro do Brasil.

“Estas pessoas que estão contra a reforma previdenciária são aquelas que estão próximas de se aposentar por uma regra antiga e que não querem se submeter a novas regras em benefício de seus filhos e netos; elas só desejam olhar para si mesmas”, observou.

Para Flávio Azevedo, outra alternativa para justificar a resistência popular, que vem resultando em greves e marchas por todo o país, seria a falta de informação. Segundo o secretário estadual, as pessoas precisam se acostumar com as mudanças nas idades da aposentadoria; ele explica, citando a si mesmo como exemplo, que uma pessoa, aos 50 anos, tem totais condições de continuar trabalhando, encontrando-se no seu “auge produtivo”.

“Acho que o fruto dessa resistência seja, talvez, uma falha de comunicação governamental ou de pessoas que continuam na contramão do mundo. Veja só: a pessoa se aposenta com apenas 50 anos, e acho isso inadmissível, principalmente quando se trata de uma aposentadoria como a nossa, que é integral. Para mim, o sujeito por volta dos 50 anos se encontra no auge de sua capacidade produtiva. Eu tenho 71 e me julgo produtivo, com 50 anos eu estava no auge”, apontou Flávio.

Uma das opções que os trabalhadores possuem após a aposentadoria é receber o benefício da previdência ao mesmo tempo em que arranjam um novo trabalho para aumentar suas respectivas rendas. O secretário de Desenvolvimento Econômico acredita que este é um estratagema que pode prejudicar a economia do país. “O que acontece é que essas pessoas querem se aposentar, garantir um régio salário integral na aposentadoria e buscar outro emprego – eles não vão ficar em casa aposentados; nenhum deles fica. Acho que essa reação ou é por conta da pouca informação, ou por conta daquelas pessoas que querem aposentadoria para aumentar sua renda com outro trabalho”.

Encerrando o assunto da reforma previdenciária, Flávio Azevedo alerta que é necessário que o povo brasileiro passe a enxergar as mudanças com outros olhos, porque, segundo ele, a matemática vai, eventualmente, mostrar à força que, caso a reforma previdenciária não seja aprovada, a economia brasileira quebrará. “As pessoas não estão vendo os alertas que estão sendo dados. Se continuar desta forma não vai ter aposentadoria nenhuma porque o sistema quebra, é uma prova matemática”, analisou.

”Reforma trabalhista dará mais segurança ao empresário e diminuirá número de desempregados”

A reforma trabalhista também foi avaliada positivamente pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do estado. Aprovada na última semana na Câmara dos Deputados, em Brasília, o projeto segue agora ao Senado. Flávio Azevedo acredita as medidas propostas por Temer vão propiciar uma melhor relação trabalhista entre empregado e empregador e diminuir o número de desempregados no Brasil, que, segundo estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgados no fim da semana passada, subiu de 13 para 14 milhões.

“É muito ruim essa situação. Todo dado que aumenta o desemprego significa diminuição da atividade empresarial. Isso é ruim, claro, não apenas para os empresários, mas para todos em geral, mas na hora em que os encargos para geração de emprego diminuírem e houver uma flexibilidade nas contratações e acordos entre empresários e trabalhadores, haverá mais segurança para o empresário, que voltará a contratar. Atualmente, as interações acontecem com base em uma legislação ultrapassada, carente de regulamentação e atualização”.

Na última sexta-feira 28, Natal e outras cidades do Brasil foram palcos de protestos e marchas contra a aprovação da reforma trabalhista e avaliação da reforma previdenciária. Os manifestantes, inclusive, chegaram a reclamar diante da residência do deputado federal Rogério Marinho (PSDB), relator do projeto da reforma trabalhista. Flávio Azevedo, por sua vez, não considera que a mobilização tenha representado grande resistência, mas, sim, um ato de líderes sindicais que “se utilizam de impostos sindicais” e que não querem perder o benefício – situação que ocorreria caso a reforma fosse aprovada no Senado e pelo presidente Michel Temer.

“Não vejo como grande resistência. Trata-se de uma minoria que se beneficia do imposto sindical; é apenas uma elite da classe dos trabalhadores – os dirigentes sindicais –, que usufruíam de recursos que não eram fiscalizados nem mesmo pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e que era utilizado a bel-prazer pela diretoria ou presidente de um sindicato. A prova de que não é um sentimento generalizado é que a dimensão maior da greve resultou na falta de transportes para ir para o emprego. Uma pequena minoria bloqueou as vias de transportes, prejudicando a população como um todo, especialmente os trabalhadores que queriam cumprir com suas obrigações. Por isso, não vejo a greve como sido a versão que a elite sindical está querendo mostrar”, encerrou o secretário.

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