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Retração
Queda na confiança do comércio é resultado do cenário político, diz Luiz Lacerda
Vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN afirma que instabilidade política dificulta investimentos no país
Redação
30/06/2017 | 09:21

Após ter apresentado leve melhora nos últimos meses, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) voltou a registrar queda no mês de junho e retornou aos números que haviam sido identificados em março (saiu de 88,6 pontos para 85,7). No entanto, apesar da queda registrada, o indicador de média móvel trimestral ficou estável em relação a maio, “sustentado pelas altas dos meses anteriores”. Os dados foram coletados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgados na última terça-feira 27.

Visando entender melhor as situações que contribuíram para a queda, o Agora Jornal conversou com o vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio-RN), Luiz Lacerda. Para o representante do setor, a instabilidade política que o Brasil está vivendo, sobretudo pelas investigações que ocorrem contra o presidente Michel Temer (PMDB), é o principal fator da queda registrada pela Fundação Getúlio Vargas.

“Com certeza podemos atrelar esse registro negativo a esse cenário político de instabilidade que o Brasil está vivenciando. A partir do momento que o país vive uma situação de insegurança, as pessoas param de fazer investimentos por medo de que não obtenham o retorno desejado. Além disso, tem também a proximidade das eleições que serão realizadas no ano que vem. Como ninguém sabe se o pensamento do atual governo vai permanecer, acaba que as pessoas ficam inseguras na questão econômica”, declarou.

O pensamento de Luiz Lacerda é corroborado pela nota divulgada pela Fundação Getúlio Vargas quando da divulgação dos dados do mês de junho. “A redução da confiança do comércio em junho foi bastante influenciada pelo aumento da incerteza a partir de 17 de maio. Mas houve, além disso, piora da percepção das empresas em relação ao nível atual da demanda, sugerindo uma leitura pouco favorável da atual conjuntura”, dizia o documento encaminhado à imprensa.

Ainda de acordo com FGV, a queda do Icom em junho ocorreu em oito dos 13 segmentos pesquisados e foi determinada tanto pela piora no Índice de Situação Atual (ISA-Com), que recuou 3,3 pontos, para 79,6 pontos, quanto pelo Índice de Expectativas (IE-Com), que caiu 2,4 pontos, para 92,4 pontos.

A queda no IE-Com foi a segunda seguida, mas o movimento não foi homogêneo entre os diferentes segmentos do setor. Enquanto o IE-Com dos revendedores de bens não duráveis caiu 4,4 pontos no mês, o IE-Com dos revendedores de duráveis subiu 0,5 ponto no mês, mantendo a tendência de alta iniciada em janeiro na série de médias móveis trimestrais.

Para os revendedores de duráveis, o IE-Com está se aproximando de 100 pontos, movimento que, segundo a FGV, “parece estar ligada tanto a uma efetiva melhora das vendas a partir de março quanto a um otimismo com a manutenção da tendência de redução dos juros”. Ao todo, a edição de junho da Sondagem do Comércio coletou informações de 1.139 empresas entre os dias 1º e 23 deste mês.

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