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Benefício
Quatro a cada dez domicílios receberam auxílio em junho
Pesquisa do IBGE aponta que 29,4 milhões de casas, do total de 68,3 milhões, tiveram alguma ajuda do governo por causa da pandemia
R7
23/07/2020 | 10:47

A distribuição do auxílio emergencial atingiu quatro em cada dez (43%) domicílios brasileiros em junho, segundo a PNAD Covid19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta quinta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

29,4 milhões de domicílios receberam algum auxílio relacionado à pandemia, como o auxílio emergencial e o benefício emergencial de preservação do emprego e da renda. O país tem 68,3 milhões de domicílios. 

O valor médio no benefício foi de R$ 881 por domicílio. Em maio, 26,3 milhões de domicílios receberam auxílio, o que representa cerca de 38,7% do total.

Em junho, quase metade da população (49,5%), cerca de 104,5 milhões de pessoas, viviam em domicílios em que, pelo menos, um morador recebeu auxílio. 

Os estados das regiões Norte e Nordeste tiveram 45% dos domicílios beneficiados com auxílio emergencial. No Amapá e no Maranhão a proporção de beneficiados foi superior a 65%. Já em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul a cobertura do programa não alcançou 30% dos domicílios. 

Trabalho na pandemia

A pesquisa do IBGE aponta que cerca de 82,3% do total de ocupados (ou 68,7 milhões) não estavam afastados do trabalho em junho, contra 77,5% em maio. Entre os não afastados, 8,7 milhões trabalhavam de forma remota, o equivalente a 12,7% da população ocupada que não estava afastada.

O percentual de mulheres trabalhando remotamente (17,5%) superou o dos homens (9,4%). Entre as pessoas com nível superior completo ou pós-graduação, 37,3% estavam trabalhando remotamente. Os percentuais foram muito baixos entre os sem instrução ou com fundamental incompleto (0,4%), bem como para o nível fundamental completo ou médio incompleto (1,4%). Para aqueles com médio completo ou superior incompleto o percentual ficou em 7,3%.

Aumento do desemprego

Em junho, a taxa de desocupação chegou a 12,4%, atingindo 11,8 milhões de brasileiros. Mais 1,7 milhão de pessoas ficou sem emprego, na comparação com maio, quando a taxa era de 10,7%. 

O diretor adjunto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, afirma que este aumento está relacionado à flexibilização do isolamento social no país. 

“Isso implicou no aumento da população na força trabalho, já que o número de pessoas que não buscavam trabalho por causa da pandemia reduziu frente a maio. Elas voltaram a pressionar o mercado”, afirma Azeredo. 

O IBGE considera como “desocupado” o brasileiro que está fora do mercado de trabalho e está procurando uma nova oportunidade. 

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