A Sondagem das indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela FIERN, aponta que no mês de outubro a produção industrial voltou a cair, embora com menor intensidade com relação a setembro, indicando que uma parte isolada das empresas logrou aumentar a produção, sem, contudo, impactar o conjunto da indústria. Ou seja, o período mais favorável do ano para a indústria não foi suficiente para reverter a queda na produção do setor, mas tornou-a menos intensa. Em virtude do menor dinamismo da atividade industrial, o número de empregados também recuou. O nível médio de utilização da capacidade instalada (UCI), por sua vez, aumentou de 69% para 70%, mas ainda é considerado pelos empresários consultados como abaixo do padrão usual para meses de outubro, comportamento que se vem repetindo continuamente desde setembro de 2011. Além disso, os estoques de produtos finais voltaram a cair, comparativamente ao mês anterior, e situaram-se abaixo do nível planejado pelo conjunto da indústria.
Quando comparados os resultados dos dois portes de empresas pesquisados, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que as pequenas indústrias apresentaram queda na produção e nos estoques de produtos finais, enquanto as médias e grandes apontaram estabilidade na produção e aumento nos estoques de produtos finais. Ou seja, de uma maneira geral, o desempenho das médias e grandes indústrias foi relativamente melhor do que o das pequenas, tendência que se repetiu em âmbito nacional.

Em novembro, refletindo o ambiente econômico mais incerto, as perspectivas para os próximos seis meses continuam pessimistas. Já o índice de Intenção de Investimento do conjunto da indústria voltou a cair: queda de 1,7 pontos na comparação com outubro e de 2,6 pontos em relação a novembro de 2014.
Comparando-se os indicadores mensais e trimestrais avaliados pela nossa Sondagem Industrial com os resultados divulgados pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que os empresários nacionais reportaram que os estoques de produtos finais aumentaram e ficaram acima do planejado; e preveem estabilidade na quantidade exportada dos seus produtos nos próximos seis meses.