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Pista em obras
Paralisação de atividades noturnas no aeroporto é “mal necessário”
Titular da Setur lamenta paralisação de atividades noturnas no aeroporto de São Gonçalo do Amarante, a qual aponta ser ‘prejuízo para todas as partes’
Rodrigo Ferreira
11/05/2017 | 04:50

A informação de que o Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves vai ter de parar de receber voos noturnos entre os dias 10 de setembro e 15 de outubro deste ano em virtude de obras na pista principal do equipamento foi recebida ‘com tristeza’ pelo titular da Secretaria Estadual de Turismo do Rio Grande do Norte, Ruy Gaspar.

Ao Agora Jornal, o secretário elencou os impactos que serão sentidos pelo Estado devido ao problema, mas disse compreender que trata-se de um ‘mal necessário’. Afinal, as obras serão realizadas devido a um risco sério de afundamento que foi constatado após vistoria na pista do aeroporto, colocada em público em março passado através do jornal Valor Econômico.

Para Ruy, um dos principais setores que serão prejudicados pela inutilidade da pista no referido período será o turismo internacional. Atualmente, o Rio Grande do Norte recebe voos diretos vindos de Lisboa, capital de Portugal, e de Buenos Aires, principal cidade da Argentina, que geralmente chegam à Natal no período noturno e serão inviabilizados.

“A gente vem fazendo um trabalho de desenvolvimento muito bom, promovendo o Estado internacionalmente e isso afeta negativamente o desdobramento deste quesito. Temos crescimento registrado de 2015 para 2016 em torno de 12% no turismo internacional, segundo números aferidos pela superintendência regional da Polícia Federal”, disse o secretário.

Segundo o titular da Setur, o fechamento da pista “vai prejudicar até mesmo alguns voos nacionais”. No entanto, crê que a situação precisa, de fato, ser ocasionada. “Entendemos que, infelizmente, era uma situação inevitável. Tem que refazer a pista, não pode deixar pra depois. A única alternativa que acharam foi a utilização da pista auxiliar que comporta apenas voos diurnos. Não há muito o que questionar se a pista está de fato precisando dos reparos”, completou.

Por fim, Ruy Gaspar ainda lembrou que as consequências destas obras não serão sentidas apenas pelo Rio Grande do Norte, mas também pelas próprias companhias aéreas, que terão de mudar a roto de todos os voos programados para Natal no período.

“Uma empresa como a TAP, por exemplo, que opera na América toda e em vários outros continentes, quando tem de transferir um voo para outro lugar acaba sendo bastante prejudicada. Não é fácil. É um momento muito triste, principalmente pelo trabalho árduo que estamos fazendo para divulgar o RN internacionalmente”, concluiu.

EXPLICAÇÕES
O Consórcio Inframérica, que arrematou a concessão do aeroporto até 2039 e ficou incumbida de erguer o terminal de passageiros, enviou, na época da propagação da notícia, comunicado oficial à imprensa onde já confirmava que uma das pistas do Aeroporto iria passar por reforma, escancarando a probabilidade de afundamento relatada pela imprensa.

Segundo o comunicado, todo o processo executivo desta obra já estava sendo elaborado e discutido com os órgãos competentes e atores envolvidos.

Contudo, a Inframérica disse que, apesar das obras que serão realizadas, o Aeroporto iria seguir com suas atividades normais, garantindo pousos e decolagens, sem falar em nenhum momento na possibilidade de cancelar atividades noturnas como de fato veio a ocorrer.

Por fim, o informativo dizia também que “o contrato de concessão assinado pelo consórcio previa a construção do terminal de passageiros e não contemplava a construção de uma pista de pousos e decolagens, obra que já estava concluída pelos órgãos competentes e foi entregue ao administrador para operacionalização”. Nenhum detalhe a mais foi informado.

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