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Indústria

Laticínios do RN negociam consultoria argentina para modernizar processos industriais

Associados do Sindleite aprovaram continuidade das tratativas; proposta prevê diagnóstico técnico nas empresas que aderirem ao programa de cooperação
Agora RN
27/10/2026 | 12:55

O Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Norte (Sindleite-RN) recebeu autorização dos associados para continuar a negociação de uma parceria com a Câmara Argentina de Fabricantes e Fornecedores de Equipamentos, Insumos e Serviços para a Cadeia Láctea (CAFyPEL). A decisão ocorreu em reunião na sexta-feira 23, segundo divulgação da FIERN.

A proposta prevê consultoria para diagnosticar processos e indicar melhorias na produção, industrialização e no beneficiamento do leite. O atendimento será destinado às empresas associadas que aderirem ao programa.

Visitantes observam queijos em mesa de degustação durante evento no Sebrae-RN
Degustação de queijos potiguares em evento do Sebrae-RN em janeiro de 2026; imagem de arquivo — Foto: Daísa Alves/ASN-RN

O consultor argentino Mauro Facundo Bonafede deverá participar do trabalho. Ele tem formação em Bromatologia e especialização em Ciência e Tecnologia do Leite e Derivados.

A aproximação começou com contatos entre o sindicato e o Consulado da Argentina e incluiu uma missão empresarial a Santa Fé em 2025. A divulgação não informa contrato assinado, investimento, número de participantes ou data de início.

Modernização integra agenda do setor

A negociação ocorre após a apresentação de um diagnóstico sobre a cadeia leiteira potiguar. Como mostrou o Agora RN, o estudo discutiu assistência técnica, modernização das propriedades, infraestrutura e eficiência industrial.

Entre as medidas propostas estavam planejamento da alimentação dos rebanhos, melhoramento genético, resfriamento e mecanização da ordenha. O diagnóstico também apontou capacidade ociosa em parte das indústrias e possibilidade de ampliar o processamento de matéria-prima local.

A nova proposta concentra-se no acompanhamento técnico das empresas. Segundo a FIERN, os diagnósticos deverão orientar soluções tecnológicas e melhorias nos processos, caso a cooperação seja formalizada.

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