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Faturamento
Indústria de alimentos cresce e gera mais de 10 mil empregos no primeiro semestre
Os números são impulsionados pelo bom faturamento, que foi de R$ 356 bilhões, R$ 24 bi a mais do que o acumulado dos seis meses iniciais de 2019.
Band UOL
13/08/2020 | 09:35

A indústria de alimentos apresenta resultados satisfatórios no primeiro semestre e gera mais de 10 mil empregos. Os números são impulsionados pelo bom faturamento, que foi de R$ 356 bilhões, R$ 24 bi a mais do que o acumulado dos seis meses iniciais de 2019. As informações são do repórter Lucas Herrero, da Rádio Bandeirantes.

As exportações também contribuíram para o crescimento, totalizando mais de 17 bilhões de dólares vendidos entre janeiro e junho – aumento de 12,8%. Na produção, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, o destaque é o açúcar, setor com crescimento de 22%, além da carne, com 2%.

Queda acentuada na alimentação fora do lar

Em contrapartida, segundo o presidente executivo da ABIA, João Dornellas, o setor de food service foi o mais afetado, com queda nas vendas de quase R$ 27 bilhões.

“Todo setor que trabalhou alimentação fora do lar realmente sofreu bastante. Além dos hotéis, dos restaurantes, até as escolas e faculdades fecharam. Então, aquela pessoa que tinha um trailer que vendia cachorro quente ou hambúrguer na porta da faculdade, acabou fechando. Com isso, aquela indústria que fabricava o pão, o hambúrguer ou a salsicha para aquela pessoa que fabricava em frente à faculdade, também parou”, afirmou Dornellas.

As entregas por delivery auxiliaram para que o prejuízo não fosse tão grande, porém, no início da pandemia, somente 15% das empresas tinham o serviço de entrega disponível.

Os setores das bebidas e dos laticínios foram os mais prejudicados por causa da epidemia no Brasil. Já os derivados do trigo não tiveram um bom desempenho devido à alta do dólar, porque o Brasil importa o cereal.

Projeções

Pensando no futuro, o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, aponta que as expectativas para o segundo semestre são positivas. “Se o país tiver um PIB negativo entre 5% e 6% e a gente conseguir ficar no zero ou, pela nossa expectativa, crescer 1%, nós estaremos outra vez puxando o PIB para cima e ajudando a economia, crescendo também em empregos”, estima Dornellas.

A tendência é que a indústria de alimentos feche o ano com um acumulado nas exportações entre 36 e 38 bilhões de reais, valor superior a 2019, representando mais de 10% do PIB nacional. Até o momento, carnes, óleos, gorduras e açúcares foram os produtos mais vendidos ao exterior, sendo que os principais destinos são a Ásia, por causa da China, Europa e países árabes.

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