Empresários, investidores e lideranças institucionais do Rio Grande do Norte vão se reunir em Natal, no dia 9 de novembro, para discutir caminhos de entrada e expansão no mercado dos Estados Unidos. O ECON Road Summit 2026 começa na capital potiguar com uma programação voltada à internacionalização de empresas, ao planejamento financeiro e à construção de conexões comerciais entre os dois países.
O encontro está marcado para as 17h30, no Mangai Lagoa Nova. Um dos principais assuntos será a proposta de criação de um escritório de representação do Nordeste em Nova York, pensado para aproximar empresas da região do ambiente de negócios norte-americano. A estrutura, porém, ainda está em fase de discussão: não foram anunciados data de abertura, orçamento, modelo de governança ou critérios de atendimento.

A articulação surgiu após uma reunião entre o presidente do Sistema FIERN, Roberto Serquiz, e Rodrigo Fonseca, gerente da ApexBrasil em Nova York. A proposta envolve representantes empresariais do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Pernambuco na definição de um modelo de apoio à internacionalização.
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O que será discutido em Natal
A programação reunirá profissionais de áreas que fazem parte do processo de entrada em outro país. Estão previstos debates sobre ambiente econômico, planejamento financeiro internacional, contabilidade, imigração, investimentos imobiliários e hospitalidade.
Entre os participantes anunciados estão Rodrigo Fonseca; Fábio Yamada, diretor-geral da SelectFlorida Brasil; o advogado Vinícius Bicalho; a contadora internacional Mayra Chagas; o executivo Eduardo Pyrrho; e Fabio Passos, do setor de hospitalidade e investimentos imobiliários.
Para uma empresa potiguar, a internacionalização exige mais do que abrir um canal de vendas. O negócio precisa avaliar demanda, preço, impostos, logística, regras sanitárias ou técnicas, contratos, propriedade intelectual e parceiros locais. O evento pretende aproximar os empresários dessas informações, mas não representa garantia de investimento, financiamento ou contrato comercial.
Por que o mercado norte-americano importa para o RN
Os Estados Unidos estão entre os destinos relevantes para produtos potiguares, mas o comércio recente também mostra os riscos de depender de poucos mercados e de mudanças tarifárias. Entre janeiro e julho de 2026, as exportações do RN para o país caíram 57%, de US$ 73,4 milhões para US$ 31,7 milhões, segundo dados apresentados em levantamento publicado pelo Agora RN.
Ao mesmo tempo, o comércio exterior do estado superou US$ 1,3 bilhão nos nove primeiros meses de 2026, enquanto as exportações acumulavam crescimento de 29% no ano. Esse cenário abre espaço para empresas que consigam diversificar compradores, agregar valor aos produtos e estruturar uma estratégia internacional de longo prazo.
O que é o escritório do Nordeste em Nova York
A ideia em debate é criar um ponto de representação que conecte empresas nordestinas a instituições, investidores e potenciais parceiros nos Estados Unidos. Um escritório desse tipo pode ajudar a organizar agendas empresariais, apresentar informações de mercado e facilitar contatos institucionais.
A proposta ainda precisa responder a questões práticas. Não há definição pública sobre quem administrará a unidade, como os estados participarão, quais serviços serão oferecidos, quanto custará a operação ou quais empresas poderão ser atendidas. Essas decisões serão determinantes para que a iniciativa produza resultados além dos encontros institucionais.
Como uma empresa do RN pode se preparar
Antes de buscar uma operação no exterior, o empresário precisa organizar informações básicas do negócio e medir os custos da expansão. Entre os pontos que devem ser avaliados estão:
- demanda pelo produto ou serviço e perfil do consumidor no mercado escolhido;
- preço final, câmbio, tarifas, frete e custos de armazenagem;
- regras tributárias, contábeis, sanitárias e regulatórias;
- proteção da marca e da propriedade intelectual;
- contratos com distribuidores, representantes ou parceiros comerciais;
- capacidade de produção, atendimento e pós-venda;
- necessidade de vistos ou estrutura migratória para sócios e funcionários.
Empresas de alimentos, fruticultura, pescado, sal, tecnologia, serviços, turismo, hospitalidade e energia renovável estão entre os segmentos que podem encontrar oportunidades, desde que estudem a demanda e cumpram as exigências do mercado. A presença de instituições de apoio pode reduzir barreiras de informação, mas a decisão de investir precisa considerar o porte e a realidade financeira de cada negócio.
Circuito passa por quatro capitais
Depois de Natal, o ECON Road Summit seguirá para João Pessoa, em 10 de novembro; Recife, no dia 11; e Fortaleza, no dia 12. O circuito tem apoio de Banco do Nordeste, Governo do RN, Sebrae RN, Sistema Fecomércio, FIERN, Consulado-Geral do Brasil em Orlando e Prefeitura de Orlando.
Serviço
- Evento: ECON Road Summit 2026
- Data: 9 de novembro de 2026
- Horário: a partir das 17h30
- Local: Mangai Lagoa Nova, em Natal
- Inscrições: plataforma Sympla
A expectativa é que o encontro ajude empresários a compreender as etapas de uma operação internacional e a identificar oportunidades reais. O efeito para a economia do RN dependerá da continuidade das articulações e da transformação das propostas em serviços, parcerias e negócios concretos.