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Crédito
Empresas potiguares estão fazendo menos empréstimos, mostra sondagem da Fiern
Segundo o levantamento, 38,9% deles consideraram elevadas demais as taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras
Redação
25/10/2019 | 01:00

Uma Sondagem Especial sobre Crédito de Curto e de Longo Prazo, realizada entre os dias 1º e 12 de abril pela CNI e FIERN, revela que a maioria dos empresários potiguares, a exemplo do que acontece no resto do País, pisaram no freio na hora de contrair crédito tanto em financiamentos de longo como de curto prazo.

Segundo o levantamento, 38,9% deles consideraram elevadas demais as taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras; 22,2% deixaram de emprestar por considerarem os prazos muito curtos e outros 22,2% consideram excessivas as exigências de garantias. Da mesma forma, 16,7% criticaram a excessiva burocracia e lentidão nos processos de aprovação de crédito.

Para Fernando Amaral, professor de Finanças na Fundação Getúlio Vargas e consultor de empresas e de gestão fiscal para governos e municípios, embora indicadores daqui sejam muito similares em relação ao resto da indústria nacional, alguns fatores explicam as razões pelas quais 69% das empresas potiguares não buscaram linhas de crédito de longo prazo comparadas com 66% das empresas nacionais.

“É que embora o nível do índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) tenha ficado estável em 59,4 pontos em setembro, mesmo patamar de agosto, no Nordeste ele caiu 0,8 pontos”, observa.

Acrescenta o professor que, “embora as taxas de juros venham caindo para a pessoa jurídica (era 3,33% ao mês, 48,16% ao ano em agosto/2019 e caiu para 3,30% ao mês, 47,64% ao ano em setembro/2019), o custo de captação de recursos ainda é muito alto”.

Fernando Amaral sustenta que as empresas industriais estão fatigadas pela crise instalada desde final de 2015 e o número de micro e pequenas empresas inadimplentes cresceu e alcançou 5,3 milhões em março. “É o maior índice da história do país”, lembra.

Já a região Norte concentrou a maior alta (8,2%) em março de 2019, na comparação com o mesmo mês de 2018. Em segundo lugar, veio o Sudeste, com crescimento de 7,8%, seguido de perto pelo Centro-Oeste (7,5%). Sul (6,9%) e Nordeste (3,4%).

“Na contramão do país, houve redução de empresas inadimplentes no RN em 0,6% o que pode explicar ainda mais o tom de pessimismo, pois sacrificou o caixa da empresa para quitar dívidas e a cautela em retomar investimentos”, acredita.

Ainda de acordo com o Amaral, os bancos tradicionais não emprestam para quem tem negativação no cadastro (inadimplência). “São poucas empresas que podem acessar esses recursos”, conclui.

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