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Assembleia extraordinária
Caern discute mudanças no estatuto para abrir capital
Presidente da companhia afirmou que o objetivo da mudança estatutária é preparar a Caern para a abertura de capital
Redação
23/01/2020 | 04:30

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) vai discutir na semana que vem possíveis alterações em seu estatuto. Os acionistas da empresa foram convocados para uma assembleia geral extraordinária na próxima quinta-feira (30) para votar mudanças em 14 dos 131 artigos do documento.

De acordo com o presidente da companhia, Roberto Sérgio Linhares, o objetivo da mudança estatutária é preparar a Caern para a abertura de capital. As modificações são um complemento, segundo Linhares, de adequações que foram realizadas na gestão da empresa em 2019, quando a nova administração assumiu. A expectativa é que o processo de abertura de capital seja deflagrado ainda este ano.

Com as adequações – propostas pela diretoria executiva –, espera-se que a Caern se torne uma empresa mais moderna e transparente. Entre outros objetivos, as mudanças visam dar mais poder ao Conselho de Administração e ajustar a governança corporativa, isto é, definir mais claramente qual é o modelo de gestão. O aprimoramento do controle interno está entre as medidas de governança.

“Se a gente não tiver governança, não tem como enfrentar uma abertura de capital. Já resolvemos a parte contábil e a parte financeira, de certa forma. A parte de governança vem para permitir que isso (abertura de capital) seja possível mais à frente”, afirmou ao Agora RN nesta quarta-feira, 22, o presidente da Caern.

A Caern, responsável pelo serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário em quase todos os municípios potiguares, é uma empresa mista. Contudo, quase todas as ações (99,83%) pertencem ao Governo do Rio Grande do Norte.

A gestão da governadora Fátima Bezerra estuda desencadear um processo de abertura de capital como alternativa à privatização total. A ideia é vender até 49% das ações, para que o Governo do Estado permaneça no controle da companhia. A gestão, contudo, seria compartilhada com agentes privados.

Em entrevista ao Agora RN no ano passado, Roberto Linhares explicou, contudo, que, para que isso aconteça, é necessário que a Caern modifique seu modelo de gestão para se tornar mais atrativa para os investidores.

“Precisamos organizar a Caern internamente. Abrir o capital significa ser (antes) mais eficiente, mais ágil, atender melhor. Se o investidor não perceber que a Caern tem valor, não tem como abrir o capital”, afirmou, à época.

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