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Alívio
Após queda recorde, vendas no comércio voltam a crescer em maio
IBGE afirma que esta é a maior alta da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2000, mas resultado não recupera perdas anteriores.
R7
08/07/2020 | 10:36

Após queda recorde em abril, as vendas no comércio brasileiro avançaram 13,9% em maio, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Esta é a maior alta da série histórica, que começa em janeiro de 2000. Apesar disso, a alta foi insuficiente para o setor recuperar as perdas de março e abril, que refletiram os efeitos do isolamento social para controle da pandemia de coronavírus.

O gerente da PMC, Cristiano Santos, afirma que os números positivos aparecem após o mês em que foi registrado o pior patamar de vendas da série histórica (-16,3%). “Foi um crescimento grande percentualmente, mas temos que ver que a base de comparação foi muito baixa. Se observamos apenas o indicador mensal, temos um cenário de crescimento, mas ao olhar para os outros indicadores, como a comparação com o mesmo mês do ano anterior, vemos que o cenário é de queda”, diz.

As oito atividades pesquisadas tiveram alta de abril para maio: tecidos, vestuário e calçados (100,6%), Móveis e eletrodomésticos (47,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (45,2%), livros, jornais, revistas e papelaria (18,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (16,6%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,3%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (7,1%) e combustíveis e lubrificantes (5,9%).

Maio de 2019

Em comparação com maio de 2019, as vendas tiveram queda de 7,2%, com a maior contribuição negativa vindo do setor de tecidos, vestuários e calçados (-62,5%). 

Em contrapartida, o único setor que cresceu na comparação foi o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com aumento de 9,4%.

A pesquisa indica que esse resultado se deve ao fato de que o setor foi considerado uma atividade essencial, o que manteve suas lojas físicas abertas durante o período de quarentena.

De janeiro a maio deste ano, as vendas acumulam queda de 3,9% e ficou em 0% nos últimos 12 meses. 

De acordo com o IBGE, a pesquisa aponta uma perda de ritmo nos impactos do isolamento social no comércio. De todas as empresas coletadas pela pesquisa, 18,1% relataram impacto do isolamento em suas receitas em maio. Em abril, esse número era 28,1%, o maior percentual desde o início da pandemia. 

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