BUSCAR
BUSCAR
Oferta pública
Abertura de capital só em 2021 e se tudo correr bem, diz presidente da Caern
Roberto Sérgio Linhares voltou a descartar a privatização da companhia, enquanto Fátima Bezerra for governadora e ele estiver no cargo
Redação
23/10/2019 | 10:30

O presidente da Companhia de Águas e Esgoto do Rio Grande do Norte (Caern), Roberto Sérgio Linhares, estimou para o final de 2020 o início da abertura de capital da companhia, desde que o processo de saneamento esteja concluído.

Sobre a privatização, Linhares voltou a descartar qualquer possibilidade de isso acontecer na gestão de Fátima Bezerra e a dele próprio. “Enquanto estivermos por aqui, não há nenhuma chance de a empresa passar para o controle do capital privado”, afirmou.

Em entrevista ao programa “Sem Amarras”, levado ao ar diariamente às 18 horas pela 97,9 FM, Linhares explicou que, para abrir o capital da Caern, será necessário retirar as ressalvas de balanços anteriores e zerar os prejuízos acumulados da empresa dos últimos 50 anos, que somam em torno de R$ 302 milhões.  

“Resolver o prejuízo acumulado não é o problema, isso pode ser equacionado durante uma assembleia de acionistas, o problema e retirar as ressalvas que pesam sobre balanços anteriores e praticamente não há balanço anterior que não tenha ressalva”, lembrou.

“Desde lançamentos incorretos, obra concluída e não finalizada contabilmente, a inclusão de um bem no ativo da companhia precisando de maiores esclarecimentos, tudo isso precisará ser resolvido para indicar uma melhoria na governança que nos permita lançar papeis no mercado”, explicou Linhares.

Segundo o presidente da Caern , apesar da oferta de água na áreas atendidas pela companhia estar no patamar de 95%, o esgotamento sanitário está empacado nos 32%. Em Natal, é de 51%, sendo que na Zona Norte não passa de 3% – “uma vergonha”, admite.

Roberto Linhares disse, ainda, estar preocupado com a demorado na votação, em regime de urgência, do projeto de lei no qual o Governo do Estado pede autorização para usar recursos financeiros da Caern como contrapartida de convênios com a União em obras de esgotamento sanitário financiadas pelo governo federal, em Natal e no interior.

“Se esse trâmite na Assembleia ultrapassar o prazo, o Governo do Estado corre o risco de ter que devolver corrido os R$ 504 milhões aplicados nas obras das ETEs, o que daria hoje por volta de R$ 800 milhões”, alertou.

Lembrou que é fundamental que essas obras sejam concluídas, alegando que a capacidade de esgotamento sanitário já está no limite e a falta desse serviço impacta diretamente sobre 400 mil pessoas na Capital pela fragrante falta de cobertura na Zona Norte.

Av. Hermes da Fonseca, N° 384 - Petrópolis, Natal/RN - CEP: 59020-000
Redação: (84) 3027-1690
[email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.