O Projeto Trapiá Semente realiza, em outubro, uma programação de apresentações teatrais, oficinas e atividades de acompanhamento de grupos em municípios do interior do Rio Grande do Norte. A agenda inclui ações em Caraúbas, Triunfo Potiguar, Campo Grande, Santana do Matos, Jucurutu, Jardim de Piranhas, São Vicente, Lagoa Nova e Cerro Corá.
A iniciativa, realizada pela Associação Cultural Trapiá e pela MAPA Realizações Culturais, trabalha com a formação de jovens e a criação e manutenção de grupos de teatro. Em 2026, o projeto chega à quinta edição, com 26 cidades envolvidas, mais de 500 jovens formados e público estimado em 15 mil pessoas ao longo de sua trajetória. A programação deste mês começa com apresentações de “O Menino Pássaro” em Caraúbas e Santana do Matos. Triunfo Potiguar e Campo Grande recebem oficinas de dramaturgia com Jack Leidson. Já “As Pelejas de Baltazar” circula por Jucurutu, Jardim de Piranhas, São Vicente, Lagoa Nova e Cerro Corá.

Também estão previstas atividades relacionadas às montagens de “O Nascimento de Jesus nas Quebradas do Sertão”. O espetáculo será apresentado entre 11 e 23 de dezembro em Bodó, Campo Grande, Santana do Matos, Caraúbas e Triunfo Potiguar, com direção de Jack Leidson, Mônica Belotto, Petrúcio Gomes, Emanoel Bonequeiro e Maria Alice, respectivamente.
“O Trapiá Semente é a prova do valor da juventude potiguar, da força do teatro e da certeza de que é possível um presente mais digno e um futuro cheio de esperança. Requer muita energia, parceiros engajados e uma equipe dedicada, e o resultado é a transformação através da arte”, afirma a produtora Tatiane Fernandes, da MAPA Realizações Culturais.
As atividades do Trapiá Semente são divididas em quatro fases. A primeira, chamada Semear, apresenta a linguagem teatral a crianças do Ensino Fundamental por meio do espetáculo “O Menino Pássaro”. Na etapa Regar, adolescentes inscritos participam de encontros semanais e oficinas de iniciação teatral, dramaturgia, corpo, voz, som e direção de arte. Durante quatro meses, os participantes trabalham na criação de um espetáculo e na formação de um grupo de teatro.
A terceira fase, Florescer, marca a conclusão das montagens e a estreia das produções desenvolvidas pelos adolescentes. A etapa Cultivar, por sua vez, acompanha grupos criados em edições anteriores e promove novas apresentações e atividades. Neste ano, essa fase passa por Jardim de Piranhas, Jucurutu, São Vicente, Lagoa Nova e Cerro Corá.
“O trapiá é uma árvore da caatinga, resistente, muito presente no nosso sertão, e que dá nome à nossa Trapiá Cia Teatral. Quando pensamos no projeto, percebemos que essa imagem da árvore e da semente tinha tudo a ver com o que a gente queria fazer. É um ciclo, né? A Trapiá lança suas sementes, elas criam raízes, florescem, e a gente continua cultivando para que o teatro siga vivo no sertão”, afirma Alexandre Muniz, coordenador do projeto e ator da Trapiá Cia Teatral.
O Trapiá Semente tem patrocínio da Neoenergia Cosern por meio do Programa Cultural Câmara Cascudo da Secretaria de Estado da Cultura. O projeto foi contemplado pelo edital Transformando Energia em Cultura e é realizado pela Trapiá Cia Teatral, com produção da MAPA Realizações Culturais e da Associação Cultural Trapiá.
Programação
6 de outubro – Caraúbas: “O Menino Pássaro”
8 de outubro – Triunfo Potiguar: Oficina de Dramaturgia, com Jack Leidson
9 de outubro – Campo Grande: Oficina de Dramaturgia, com Jack Leidson
13 de outubro – Santana do Matos: “O Menino Pássaro”
19 de outubro – Jucurutu: “As Pelejas de Baltazar”
20 de outubro – Jardim de Piranhas: “As Pelejas de Baltazar”
21 de outubro – São Vicente: “As Pelejas de Baltazar”
22 de outubro – Lagoa Nova: “As Pelejas de Baltazar”
23 de outubro – Cerro Corá: “As Pelejas de Baltazar”