ALESSANDRA MARINHO, 41, é uma fortaleza com cara de menina. Uma mulher construída pela responsabilidade desde muito cedo. Aos 27, já era mãe de três filhos. O primeiro chegou quando tinha 19. Numa boa definição, seria um oceano de surpresas e possibilidades, belo, vasto, complexo e pleno. Ser ela é viver com intensidade, sendo prática e sem conseguir ser superficial. É a que quer entender, melhorar, resolver. A que carrega muitas coisas, mas também dá conta delas. Firme, sensível, sempre em constante construção. Após um flerte com o Direito, é alguém que se encontrou na Arquitetura. Mas não apenas na paixão pelas formas. Seu olhar é humano, tanto que se especializou em Arquitetura Sustentável, Humanizada e Acessibilidade. Servidora pública, é hoje secretária adjunta de Fiscalização e Licenciamento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb).
Alessandra não se conforma diante do que pode ser melhorado. Ao longo da sua vivência no serviço público, aprendeu que muitas mudanças consideradas impossíveis são, na verdade, uma questão de insistência, visão e coragem para agir. Alê, como alguns a chamam, não abre mão da fé, da família e da própria coerência, de sustentar seus valores, agindo de acordo com aquilo que acredita. Atua no que faz sentido. No autocuidado, faz o que considera essencial. Não é daquelas que vive em salão de beleza, mas mantém uma rotina que equilibra corpo, mente e espírito. A oração também faz parte disso. É onde se organiza internamente. Sua fé também é pilar essencial. Para ela, é proibido falta de franqueza, mentira e incoerência. Forte, consciente e com propósito, sem dúvidas foi movida pelo exemplo que desejava dar aos seus filhos e pela vontade de oferecer a eles uma vida melhor. Hoje, olha para trás com gratidão — tanto pelos acertos quanto pelos chamados “erros”. Foram essas experiências que moldaram a mulher que se tornou: inquieta e única.

Quais os desafios para ter acessibilidade plena nas cidades?
O maior desafio não está nas normas nem na técnica. Está, sobretudo, na forma como a sociedade enxerga o outro e suas necessidades. Está na cultura. A acessibilidade segue sendo percebida como algo direcionado a um grupo específico, mas ela é universal, diz respeito a todos nós.
No âmbito do setor público, há desafios estruturais importantes, como limitações operacionais, escassez de recursos e, em algumas situações, decisões que não estão plenamente alinhadas a critérios técnicos. Enquanto não for compreendida como um princípio fundamental, continuaremos tratando o que deveria ser essencial como algo secundário.
Qual a beleza da arquitetura?
A beleza da arquitetura, para mim, não está no que se vê primeiro. Está no que se sente ao usar um espaço. Um ambiente pode ser visualmente impressionante, mas se ele não funciona, se não acolhe, se gera desconforto, ele falha bastante. A verdadeira beleza está na harmonia silenciosa entre forma e função. Na fluidez, na facilidade, na sensação de pertencimento daquele lugar.
É quando a pessoa entra e simplesmente vive o espaço, sem esforço, sem empecilhos, de maneira simples e intuitiva, garantindo uma arquitetura que não precisa ser explicada e sim, sentida.
É possível conciliar desenvolvimento e sustentabilidade?
Sim, e hoje isso já não é mais uma escolha, é uma exigência. Sustentabilidade garante o uso dos espaços de forma qualitativa em qualquer época da vida, atendendo bem a todas as pessoas. O desenvolvimento que ignora sustentabilidade cobra um preço alto no futuro próximo. E, muitas vezes, esse futuro chega rápido. Conciliar os dois exige planejamento, responsabilidade e, principalmente, visão de longo prazo. No serviço público, diante de situações que são emergenciais e da troca de gestões a cada 4 anos, é um grande desafio, mas é possível sim.
O que faz uma cidade mudar?
Planejamento, continuidade e compromisso com o coletivo. Cidades mudam quando as decisões deixam de ser pontuais e passam a ser estruturadas. Quando há alinhamento entre técnica, gestão e visão de futuro. Já a sociedade precisa de consciência e responsabilidade. Mudanças estruturais começam quando as pessoas entendem que fazem parte do todo. Então, envolve comportamento, cultura e escolhas individuais.
Quem te inspira no trabalho e na vida?
Me inspiro em pessoas que constroem de verdade e com a verdade. Pessoas que fazem, que enfrentam, que assumem responsabilidades e que não se escondem diante dos desafios, que não ficam em cima do muro e se posicionam. No trabalho, me inspiro em profissionais que conseguem unir técnica e propósito. Na vida, minha maior inspiração vem da minha própria história e, principalmente, dos meus filhos. Eles sempre foram meu maior motivo para crescer, para evoluir e para não desistir, mesmo nos momentos mais difíceis. São eles que me lembram, todos os dias, do porquê de tudo.
O que as pessoas não sabem sobre você?
Muitas pessoas veem a minha firmeza e acham que eu sou mais dura do que realmente sou. O que nem todos percebem é o quanto eu sinto, o quanto eu penso, o quanto eu me aprofundo nas situações. Eu sou intensa, no melhor e mais desafiador sentido da palavra. Também sou muito observadora, e isso nem sempre aparece de forma explícita. Existe uma profundidade que nem sempre é visível à primeira vista.
Para você, o que é sabedoria?
Sabedoria é saber agir com equilíbrio.
Não é apenas ter conhecimento, mas entender quando usar, como usar e, muitas vezes, quando silenciar e não agir. É compreender que nem tudo exige uma resposta imediata, mas sim leitura de contexto, respeito ao tempo e clareza de intenção. E, para mim, a verdadeira base dessa sabedoria está na Palavra de Deus.
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DOMINGO
Anderson Almeida, Flávio Marinho, Mafaldo Pinto, Giovana Andrade, Rayane Azevedo, Robinson Faria, Yuri Afonso, Johilton Pavlak, Sabrina Mahler, Licurgo Nunes Terceiro, Amanda Diógenes
SEGUNDA
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