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Artigo

Terapia medicamentosa no tratamento do câncer

Confira o artigo de Isabelle Resende desta quinta-feira 17
Isabelle Resende
17/10/2024 | 06:49

A quimioterapia oral ainda é a forma mais utilizada para combater o câncer infantil, pois as formas farmacêuticas disponíveis no mercado para pediatria são poucas. Em 2010, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou o formulário modelo para crianças, através de uma resolução nomeada “Melhores Medicamentos para Crianças”, ressaltando a necessidade de pesquisa e melhor desenvolvimento de medicamentos, desde as formas farmacêuticas às dosagens.

As maiores dificuldades de aceitação dos pacientes pediátricos são os comprimidos e cápsulas pelo tamanho, principalmente nas crianças menores, dificultando a ingestão. Já existem na indústria farmacêutica alguns dispositivos para facilitar a administração, como é o caso dos copos dosadores e seringas, mas que é necessário ter bastante cuidado e cautela, para que, na hora de administrar a medicação, não seja administrada uma dose a menos ou a mais, pois, às vezes, a marcação dos dispositivos não vem a dosagem correta como é o caso dos ml. A dosagem errada pode agravar a doença, dificultando um resultado positivo, além disso, as intercorrências começam a aparecer e o número de internações e idas ao hospital aumentam.

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Terapia medicamentosa no tratamento do câncer - Foto: Freepik

A orientação e apoio do farmacêutico são fundamentais para uma boa adesão na farmacoterapia, durante o tratamento oncológico. No cuidado ao paciente pediátrico, a orientação deve ser dada a criança, ao familiar e/ou cuidador de forma clara, acessível, educativa e eficaz, para o uso seguro do medicamento. Ao familiar e/ou cuidador, saber sobre a doença, estado da doença e plano de tratamento apoia para incentivo a adesão (Boechat & Moreira, 2009).

É fundamental que, na orientação de medicamentos, a atenção farmacêutica esteja diretamente focada nos cuidados ao paciente e manejo de principais eventos adversos, relacionados aos medicamentos, sendo necessários a análise da prescrição de medicamentos e um conhecimento profundo a respeito destes (Boechat & Moreira, 2009).

A adesão ao tratamento, conforme a prescrição médica, comprova a eficácia e a sobrevida do paciente, com chances de diminuição de progressão da doença. Quando os pacientes estão hospitalizados, a via de administração oral, ainda, é a preferida e utilizada, pois reduz os gastos no período da internação.