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Heitor Gregório

Orgulho potiguar: Xand Avião e Dorgival Dantas embaixadores do RN

Confira a coluna de Heitor Gregório desta terça-feira 03
Heitor Gregório
03/06/2025 | 05:15

Em tempos de tantas divisões e disputas, há valores que permanecem inquestionáveis: a força da cultura, o talento do povo e o orgulho das raízes. E nesse cenário, dois nomes brilham como legítimos embaixadores do Rio Grande do Norte: Xand Avião e Dorgival Dantas.

Xand, nascido em Itaú, mas com o coração fincado em Apodi, levou o forró a novos patamares. Com carisma, presença e uma voz marcante, tornou-se referência em todo o Brasil — e além. Em cada show, em cada entrevista, Xand carrega a alegria, o sotaque e a musicalidade do nosso povo. Ele representa o RN não só com a bandeira no peito, mas com a alma no palco.

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Dr.Tadeu e Allyson Bezerra. Foto: Reprodução

Dorgival, por sua vez, é o poeta de Olho D’Água do Borges. Um artista que jamais se afastou das origens — pelo contrário. Com orgulho, construiu a Cidade do Forró, um projeto que vai além da música: é um tributo à memória, à identidade e à cultura nordestina. Dorgival valoriza cada canto da sua terra, transforma sentimento em canção e tem feito, ao longo dos anos, uma verdadeira defesa da nossa história cultural.

Esses dois nomes, diferentes em estilo mas iguais em essência, são vozes que o mundo conhece. Eles atravessam fronteiras com canções que tocam o coração, e levam junto o nome do Rio Grande do Norte — sem precisar de autorização oficial de ninguém. Xand e Dorgival são aclamados pelo talento.

Em tempos em que tanto se fala de embaixadores culturais, de investimentos em imagem e turismo, é importante lembrar: o RN já tem dois dos maiores divulgadores que se pode ter. Não por imposição, mas por convicção. Não por conveniência, mas por amor à terra.

Cabe a nós, potiguares, reconhecer, aplaudir e ter orgulho. Porque quando Xand canta e quando Dorgival emociona, é o Rio Grande do Norte que se levanta com eles.

Adeus a Cláudio Porpino

O Rio Grande do Norte perdeu nesta segunda-feira 2 um de seus filhos mais alegres, intensos e apaixonados pela vida: Cláudio Porpino, ex-deputado estadual. Partiu cedo demais, deixando uma legião de amigos e admiradores — inclusive este colunista.

Devoto fervoroso de Santa Rita de Cássia, a quem recorria com fé inabalável, Cláudio era um entusiasta da política. Foi Wilmista e ABCedista de sangue e alma, fiel aos ideais que abraçou, uma figura presente, vibrante, impossível de ignorar por onde passava.

Tinha a gargalhada fácil, a palavra acolhedora e o dom raro de fazer amigos de todas as cores e credos. Amava viver. Tinha planos, ideias, sonhos — muitos deles compartilhados nas festas e nas conversas longas, onde sempre deixava uma frase espirituosa ou um conselho sincero. Cláudio nos deixa cedo demais. Mas o seu nome, o seu riso e a sua generosidade seguirão vivos na memória dos que tiveram o privilégio de conviver com ele.

Descanse em paz, amigo. Santa Rita já o acolheu com o mesmo carinho com que você a venerava.

Festa boa, conta aberta

A Prefeitura do Natal realiza um São João grandioso — e isso é ótimo. Movimenta o turismo, aquece a economia e dá vida à cidade. Mas chama atenção a timidez na divulgação do apoio financeiro que a festa recebe do Governo Lula, via Ministério do Turismo. Pela transparência que o cargo exige, o prefeito Paulinho Freire bem que poderia dizer, com todas as letras, quanto conseguiu com o ministro Celso Sabino, seu colega de União Brasil. Afinal, o São João é de todos, a cidade inteira ganha, e reconhecer parcerias — especialmente quando o recurso é público — não diminui ninguém. Pelo contrário: ser justo e transparente só engrandece.

Prefeitos na moda!

Um grupo de prefeitos e lideranças do interior do RN tomava café da manhã nesta segunda-feira 2 na padaria Mercatto, em Natal, quando o assunto esquentou a mesa: “Tem dois prefeitos que estão na moda no Estado: Allyson Bezerra, de Mossoró, e Dr. Tadeu, de Caicó.”

Até que alguém lançou a provocação:

— E se formassem uma chapa para governador e vice?

Silêncio geral. A colher parou no café. Olhares se cruzaram. Ninguém respondeu — mas, pelo clima, todo mundo ficou pensando…