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HEITOR GREGÓRIO

Mobilidade urbana finalmente entra na disputa pelo Governo

Mobilidade precisa ser pauta dos candidatos, com propostas, projetos e fontes de recursos
Heitor Gregório
11/09/2026 | 00:39

A possível construção de uma terceira ponte sobre o Rio Potengi voltou ao debate eleitoral. Allyson Bezerra (União) defendeu a obra. Cadu de Lula (PT) reconheceu a importância da demanda, mas questionou de onde viriam os recursos.

A discussão é válida. E necessária. A terceira ponte não é uma ideia nova. Foi uma bandeira do saudoso prefeito de São Gonçalo do Amarante, Paulinho Emídio, que defendia a chamada Ponte dos Mártires, criando uma nova ligação com acesso mais rápido ao Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves.

Pontes sobre o Rio Potengi, em Natal
Pontes sobre o Rio Potengi integram o debate sobre mobilidade urbana na Grande Natal — José Aldenir/Agora RN

O projeto chegou a contar com recursos assegurados e empenhados pelo então ministro Rogério Marinho, mas acabou adormecido.

O mais importante agora é que a mobilidade urbana de Natal e da Região Metropolitana entre de vez na campanha para o Governo.

Desde as obras da Copa de 2014, Natal não recebe uma grande intervenção viária. Enquanto isso, os congestionamentos só aumentam. Em horário de pico, perder meia hora nas proximidades do shopping Midway Mall já virou rotina.

E o Governo do Estado também tem responsabilidade. Várias rodovias estaduais cortam Natal, entre elas a Avenida Engenheiro Roberto Freire, principal acesso a Ponta Negra.

Mobilidade precisa ser pauta dos candidatos, com propostas, projetos e fontes de recursos.

Natal não pode simplesmente se acostumar ao engarrafamento. Muito menos caminhar para ter um trânsito parecido com o de Recife, com todo respeito à Cidade do Frevo.

CNBB pede justiça sem privilégios no Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entrou no debate sobre a crise envolvendo o STF, a Polícia Federal e outras instituições da República. Em nota assinada por três arcebispos, a entidade manifestou preocupação com os episódios recentes e foi direta: “Ninguém pode estar acima da lei”.

O documento também defende a criação de um Código de Ética para o Supremo Tribunal Federal. “O Brasil necessita de verdade sem manipulação, de justiça sem privilégios, de instituições que sirvam ao bem comum, de lucidez e paz”, afirma a nota.

Crise no STF é moral antes de ser jurídica

O Supremo Tribunal Federal atravessa a mais grave crise institucional de sua história. E não é apenas jurídica. É moral. Numa democracia forte, fatos dessa dimensão exigem apuração rigorosa, sem proteção, sem privilégio, conveniência ou silêncio. Pelo menos a sociedade tomou conhecimento de tudo. E isso, por si, já é alguma coisa.

Drone e exposição

Por uma questão de segurança, a Justiça Eleitoral não torna público o endereço residencial completo dos candidatos. O próprio TSE determina a supressão do número da casa ou do lote, “em prestígio à segurança do candidato”. No RN, o candidato Álvaro Dias (PL) resolveu mostrar, por imagens de drone, no horário eleitoral gratuito, em todas as emissoras de TV aberta, a casa do adversário Allyson Bezerra (União Brasil). No mínimo, faltou bom senso.

“Achei um bom negócio e decidi investir.”
De Marcello Lopes, publicitário e ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro, à coluna de Igor Gadelha. Ele fez um aporte de R$ 1 milhão no filme sobre Jair Bolsonaro.