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Heitor Gregório

Adversários de Allyson insistem na Mederi

Heitor Gregório comenta ainda o caso Vorcaro chegando a Nunes Marques, as faixas na passagem de Flávio Bolsonaro por Natal, as críticas de Álvaro ao STF e o aceno do Time de Lula às mulheres
Heitor Gregório
21/09/2026 | 22:53

No dia 27 de janeiro, foi deflagrada a Operação Mederi para investigar suspeitas de irregularidades em contratos na área da saúde nos municípios de Mossoró, Serra do Mel, Paraú, São Miguel e José da Penha.

Allyson Bezerra, então prefeito de Mossoró, esteve entre os alvos de busca e apreensão. Negou qualquer irregularidade.

Homem de chapéu de couro e camisa branca fala sentado em uma sala
Imagem de arquivo: Allyson Bezerra, candidato do União ao Governo do RN — Reprodução

Naquela época, Allyson já liderava a corrida pelo Governo do Estado.

De lá para cá, a Mederi virou uma das principais pautas dos adversários. Álvaro Dias e Cadu de Lula passaram a explorar politicamente o episódio. Setores da imprensa também mantiveram o assunto em evidência.

É legítimo.

Qualquer investigação deve ser noticiada, acompanhada e cobrada. O eleitor tem direito de conhecer os fatos, as suspeitas levantadas pelas autoridades e a versão dos envolvidos.

Mas existe outra discussão.

E essa é eleitoral.

Está funcionando?

A operação aconteceu em janeiro. Estamos em setembro. Allyson continua liderando as pesquisas.

Pesquisa é uma fotografia do eleitor naquele momento.

E, até aqui, o eleitor não parece ter reagido à Mederi da maneira que os adversários de Allyson esperavam.

Nos últimos dias, voltou a circular nos bastidores políticos a narrativa de uma nova “bomba” envolvendo o caso. Os vídeos veiculados não apresentaram, até aqui, fato novo em relação ao que já era conhecido publicamente.

Chegamos aos últimos dias antes do primeiro turno.

Há quase oito meses, boa parte da ofensiva contra Allyson permanece concentrada na Mederi.

E ele continua liderando as pesquisas.

Na reta final, insistir na mesma estratégia produzirá um resultado diferente?

É a pergunta que fica.

“Quando a gente perceber, o presidente Bolsonaro já está colocando a faixa de presidente no filho dele”
Flávio Bolsonaro em Natal

Caso Vorcaro chega a Nunes Marques

Mais um ministro do STF aparece no material do Caso Vorcaro. Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal revelam um contrato de advocacia de R$ 427 milhões envolvendo a chamada “Turma do KN”, com pagamento condicionado a resultados favoráveis em ações que poderiam liberar R$ 8,5 bilhões em precatórios de interesse do Banco Master. Nas conversas, “KN” seria uma referência ao ministro Kassio Nunes Marques, atual presidente do TSE. O ministro afirma que não tem relação com o contrato e fala em tentativa de criar uma narrativa para incriminá-lo.

Leia também: Mensagens da PF apontam cobranças de Flávio Bolsonaro e Neymar Pai a Vorcaro

Flávio Bolsonaro passa por Natal entre manifestações contra e a favor

A passagem de Flávio Bolsonaro (PL) por Natal também movimentou a BR-101. Na passarela nas proximidades do Natal Shopping, apareceram manifestações contra e a favor do candidato à Presidência. Em uma das faixas, um recado direto ao Supremo: “Fora Moraes”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, alvo frequente das críticas do bolsonarismo.

Álvaro entra no coro de críticas ao STF

Ao lado de Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), Álvaro Dias (PL) também subiu o tom contra o Supremo Tribunal Federal. O candidato ao Governo do RN afirmou que a Corte “tem extrapolado” e adotado decisões questionadas pela sociedade. “É preciso reconsiderar essa questão e rever o posicionamento do Supremo Tribunal Federal”, declarou Álvaro, reforçando um discurso crítico ao STF que tem marcado a campanha do PL.

Time de Lula mira eleitorado feminino

O Time de Lula reserva a terça-feira (22) para um aceno direto ao eleitorado feminino em Natal. Cadu de Lula participa de uma Caminhada com as Mulheres, no bairro das Quintas, ao lado dos candidatos ao Senado Samanda de Lula e Rafael Motta.