O caso da jovem indígena Gabriely Barbosa de Melo, de apenas 19 anos, escancara de forma brutal a crise estrutural da saúde pública em Natal. Gabriely procurou atendimento médico na UPA Potengi com sintomas gripais, algo corriqueiro em qualquer unidade de urgência, e saiu de lá em estado gravíssimo, após sofrer uma parada cardiorrespiratória, possivelmente em decorrência da administração de uma medicação inadequada.
Ainda mais grave do que a suspeita de erro medicamentoso foi a demora em transferir Gabriely para uma UTI, mesmo após a parada cardiorrespiratória. A jovem permaneceu cerca de 24 horas na UPA, sem acesso ao suporte intensivo que seu estado exigia desde o primeiro momento. Em situações como essa, cada minuto conta. E cada minuto perdido pode significar sequelas irreversíveis ou a própria morte.

O relato da família aprofunda a gravidade do caso. Em entrevista ao G1, a avó de Gabriely revelou que o hospital privado que a recebeu não foi informado sobre a causa da parada cardiorrespiratória. Segundo ela, somente após a apresentação de uma foto do prontuário, o médico avaliou a medicação registrada e afirmou, com convicção, que aquele medicamento não provocaria uma parada cardíaca. O que aconteceu, então? Quem errou? Quem silenciou? Quem omitiu?
Não é aceitável relativizar um caso como esse. Não é aceitável transformar vidas em estatísticas ou tratar a dor de uma família como um dano colateral. Quando o poder público falha em garantir atendimento adequado, rápido e transparente, ele assume responsabilidade direta pelas consequências.
A saúde pública não pode ser um território de improviso, descaso ou empurra-empurra administrativo. Cada vida importa. E enquanto casos como o de Gabriely não forem tratados com a seriedade, a urgência e a responsabilidade que exigem, a crise continuará produzindo tragédias anunciadas.
PREFEITA DE PARNAMIRIM E A JUSTA HOMENAGEM A AGNELO ALVES
Na comemoração dos 67 anos de emancipação política de Parnamirim, a prefeita Nilda Cruz (Solidariedade) incluiu na programação um gesto que ultrapassa o calendário festivo. Inaugurou uma estátua em homenagem ao ex-prefeito Agnelo Alves, já falecido, líder político que marcou época na terceira maior cidade do Rio Grande do Norte.
Foi um gesto feliz e nobre. Agnelo merece. Em 2000, derrotou o então prefeito candidato à reeleição com maioria superior a 10 mil votos. Em 2004, voltou às urnas e foi reconduzido ao cargo com mais de 70% dos votos, resultado direto do trabalho que realizou e do reconhecimento popular que construiu.
É a história sendo respeitada.
104 FM TEM NOVO DONO
E por falar em Agnelo Alves, seus herdeiros negociaram a venda da rádio 104 FM, que agora pertence ao empresário Agnelo Cândido.
MOSSORO É EXCEÇÃO PARA STYVENSON
Líder em todas as pesquisas estaduais para o Senado no RN, o senador Styvenson Valentim (PSDB) enfrenta um cenário diferente em Mossoró. Na capital do Oeste, conforme os levantamentos mais recentes, quem aparece na dianteira é Zenaide Maia (PSD), seguida de Fátima Bezerra (PT), com Styvenson apenas na terceira colocação.
FILHOS DE ZÉ WILDE LANÇAM LIVROS EM NATAL
A literatura vai reunir irmãos e gêneros distintos em uma mesma noite em Natal. George Wilde e Marcelo Wilker retornam à capital potiguar para o lançamento de seus novos livros, ambos pela editora Ipê das Letras. George apresenta Tudo o que faltou dizer, coletânea de crônicas escritas ao longo de cerca de 20 anos, enquanto Marcelo lança o romance Flores do futuro, que transita entre o suspense policial, o realismo mágico e a ficção científica. O encontro acontece no dia 20 (sábado), às 16h30, na Livraria Nobel, no Praia Shopping. Os autores reforçam, com o lançamento conjunto, a tradição de uma família ligada à literatura, à comunicação e à cultura. Eles são filhos do jornalista José Wilde, nome marcante da imprensa potiguar e ex-secretário de Comunicação nos governos Geraldo Melo e Garibaldi Filho.
A PRISÃO DE GABRIEL NEGREIROS
Alvo de mandado de prisão preventiva nesta quinta-feira 18, na nova fase da operação da Polícia Federal que investiga descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS, o potiguar Gabriel Negreiros passou a ser motivo de apreensão em alguns círculos. Nos bastidores, a avaliação é de que o caso pode ganhar desdobramentos.